quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Viva a internete, abaixo a web!

Ao contrário do que muita gente pensa, internete e web não são a mesma coisa. A internete nasceu descentralizada e livre. A web chegou para centralizar e submeter a rede mundial aos interesses das grandes empresas de comunicações e produção cultural.

Quem afirma isso é Dmytri Kleiner em seu “Manifesto Telecomunista”. Fazendo uso de categorias marxistas e tendo como referência o Manifesto Comunista, de Marx e Engels, ele procura demonstrar que a internete realmente livre e democrática é incompatível com o capitalismo.

Segundo Kleiner, em seu início, a internete baseava-se nas ligações “pessoa a pessoa”. Assim, a conexão à internete até meados de 1990 era feita através de pequenos servidores locais. Mas, há cerca de dez anos, quase todo o acesso à rede mundial vem sendo monopolizado por empresas gigantes de telecomunicações. Esta mudança teria sido possível graças à invenção da web. Um formato de conexão que colocou a rede sob controle dos monopólios do setor.

Referindo-se à chamada Web 2.0, o autor diz que trata-se da antiga web transformada em fonte de lucros abundantes graças ao trabalho de dezenas de milhões de internautas. São milhares de postagens por minuto despejadas nos servidores das poderosas empresas que controlam portais como Google, Youtube, Facebook, Flickr, Orkut etc. Material rico e variado, obtido gratuitamente e processado a custos próximos do zero.

Este é apenas um dos aspectos abordados pelo texto de Kleiner. Sua proposta, porém, acaba entrando em contradição com alguns princípios defendidos por Marx e Engels. Ainda assim, sua leitura e debate são fundamentais para a luta anticapitalista.

Leia mais em Manifesto Telecomunista: importante contribuição ao debate

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