terça-feira, 21 de setembro de 2010

Justiça social que interessa aos exploradores

O IBGE vem divulgando dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2009). Eles mostram queda na pobreza e na desigualdade. O governo comemora com razão. Tudo muito positivo para a campanha eleitoral.

Mas, a queda da miséria e da desigualdade social vem sendo verificadas desde os anos 1990. Em especial, após o Plano Real, quando o neoliberalismo finalmente chegou ao Brasil. O fato é que a estabilização do consumo é um elemento fundamental para o mercado capitalista.

A razão de ser do capitalismo é a exploração. Esta se realiza através do consumo. Miséria extrema priva o mercado de muitos clientes. Principalmente, para produtos com mais investimento em tecnologia, capazes de gerar as elevadas taxas de lucro que movem o sistema.

É verdade que o governo Lula colocou em funcionamento programas sociais muito mais eficientes. Mas, Bolsa Família, crédito facilitado e salário mínimo maior são políticas focalizadas. Bem ao gosto dos neoliberais. Não mexem com a estrutura econômica da sociedade.

É por isso que estatísticas do próprio governo mostram que a repartição do bolo foi feita entre os trabalhadores. Os que exploram o suor alheio mantiveram e aumentaram sua parte. As estatísticas falam em classe A,B,C... de consumidores. Não incluem os donos dos meios de produção.

O combate à miséria poderia até merecer apoio. Não fosse por um grande detalhe. Seu objetivo maior é manter intacto o sistema de dominação. Serra, Dilma e Marina são apoiados por grandes proprietários da riqueza nacional. Nenhum deles quer desmontar essa engenharia maldita.

Leia também: Era Lula: banquete e migalhas

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