quinta-feira, 8 de março de 2012

A revolução liderada por operárias negras, jovens e gays

É mais ou menos isso que pensava Tony Cliff, revolucionário inglês nascido na Palestina. A ideia está num artigo escrito por ele em 1978. Com o título “Por que os socialistas devem apoiar a luta dos gays”, o texto denuncia a dificuldade dos socialistas em assumir a luta contra a opressão. Contra a perseguição e humilhação que atinge grupos sociais como as mulheres, negros e gays.

Cliff afirma que somos produto de uma sociedade “ordenada e hierárquica”. Segundo ele:
As regras do sistema foram feitas para nos dividir. Isto significa que a identificação entre os vários grupos oprimidos não acontece de forma natural. Os racistas mais fanáticos dos Estados do Sul da América são os brancos pobres - e não os brancos ricos.
A opressão que muitos de nós sofrem costuma ser redirecionada a outros. É por isso que gays podem ser racistas, muitos negros são machistas e há mulheres homofóbicas. É por isso que também há negros racistas, mulheres machistas e gays homofóbicos. Cliff cita ainda os preconceitos contra os mais jovens. Quase sempre considerados esquerdistas ingênuos pela militância mais madura.

A classe dominante assiste feliz a tudo isso. Segue sustentando seu sistema de exploração.

O desafio do movimento socialista é oferecer uma alternativa de luta que supere todos esses obstáculos internos aos explorados. Se um dia conquistarmos essa vitória, nosso movimento será liderado por várias mulheres trabalhadoras, que sejam ao mesmo tempo negras, gays e jovens.

Leia o texto de Cliff na íntegra, clicando aqui.

Leia também: Eleger ladrão pode. Ateus e gays, não

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