Neil deGrasse Tyson é um astrofísico estadunidense e divulgador científico do
porte de Carl Sagan, de quem foi discípulo. Costuma aparecer em vídeos bem humorados e muito
acessados nas redes virtuais. Em um deles, Tyson especula sobre a existência de extraterrestres tão inteligentes
em relação a nossa espécie como seríamos nós comparados aos outros animais.
Ele cita o exemplo dos chimpanzés, com quem temos uma identidade genética de mais
de 99%. Esta pequena diferença, no entanto, diz Tyson, é suficiente para nos
tornar capazes de fazer coisas que nossos parentes primatas jamais poderiam
imitar, como compor sinfonias ou construir espaçonaves.
A partir disso, Tyson imagina um extraterrestre que apresente uma vantagem
evolutiva na mesma proporção em relação a nós. A diferença entre seu estoque genético
e o nosso também seria cerca de 1%. O que aconteceria?
Talvez, os ETs nos olhassem com tanta indiferença como a que sentimos ao observar
as outras espécies. Sendo assim, jamais teriam pensado em estabelecer uma
conversação inteligente conosco, do mesmo modo que não consideramos fazer o
mesmo com minhocas ou formigas.
Esta interessante especulação nos cobra uma atitude mais humilde não apenas em
relação aos cosmos lá fora, mas principalmente quanto ao nosso próprio mundo. Com
uma grande diferença. Se esses hipotéticos ETs não fazem contato porque ignoram
nossa capacidade de comunicação, nós não apenas ignoramos as outras espécies
terrestres, como as estamos destruindo.
Nos consideramos seres superiores, mas agimos em relação às outras formas de
vida como os piores monstros dos filmes de terror cientifico. Somos um tipo de “oitavo
passageiro” do planeta, babando agrotóxico, radiação e combustíveis fósseis.
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fazem
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