sexta-feira, 4 de maio de 2012

Internete a serviço do crime

Em 11/04, Riccardo Luna publicou no jornal La Repubblica matéria com o título “No coração obscuro da Web”. Segundo o texto:

Existe uma outra Internet. Paralela e anônima. Onde está o Silk Road, "o site que não existe" para ser acessado com procedimentos clandestinos. E onde com os bitcoins, as moedas virtuais, pode-se comprar qualquer coisa. Do ecstasy às armas. Porque nada é proibido na dark web, nascida para ser livre e pirata, mas que cresceu dentro dos limites do crime.

A matéria afirma que a tal Silk Road é:

...o maior mercado negro do mundo. O lugar para comprar todos os tipos de drogas. E documentos falsos. E pornografia. Com absoluta segurança. Anonimato total. Ninguém sabe quem faz o quê. Ninguém sabe o que você está fazendo.

Nada disso deveria ser surpreendente. A internete não é neutra ou democrática por natureza. É uma ferramenta poderosa e cheia de potencialidades interessantes. Mas pode e é usada para fins nada nobres. Tudo depende da lógica social em que está inserida.

Os crimes citados por Luna são relacionados à ordem social competitiva. Só há um “mercado negro” porque há um “mercado branco”. Hoje, a internete é um lugar de trocas de experiências e emoções transformadas em “bitcoins”.

Em uma sociedade emancipada da escravidão mercantil, grande parte disso perderia sentido. As paixões e prazeres deixariam de ser cotadas em moeda. A rede seria um lugar de encontros não de tráfico.

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