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20 de setembro de 2023

Alexandre Lex Moraes

Lex Luthor é conhecido pelos aficcionados em histórias em quadrinhos como um dos mais poderosos antagonistas do Superman.

O apelido “Lex” vem do nome Alexander. Mas há algum tempo, as buscas pelo nome do vilão nas redes podem retornar imagens com o rosto de outro Alexandre. O Moraes.

Muito provavelmente, o atual ministro do STF ganhou esse apelido de setores da esquerda quando ainda era considerado um conservador linha dura. Principalmente, em sua gestão à frente da secretaria de segurança pública do governo Alckmin. Foi nessa época, por exemplo, que blindados israelenses foram utilizados pela primeira vez para reprimir manifestações dos movimentos sociais.

Agora, Alexandre virou “Xandão”. Ao que parece, o primeiro a chamá-lo assim foi Roberto Jefferson em vídeos que o ameaçavam. O ódio que atraiu do bolsonarismo bastou para que boa parte da esquerda passasse a tratá-lo como um aliado.

Mas seria bom lembrar o que diz Thais Bilenky no último episódio do podcast “Alexandre”:

Pela ordem de chegada no Supremo, Alexandre de Moraes assumirá a presidência do tribunal daqui a quatro anos. Vai chefiar o Poder Judiciário inteiro, ambição de muita gente na Justiça. Em meados de 2029, se tudo correr como esperado, estará com 60 anos e uma avenida aberta pela frente.

O podcast revela que no final de 2022, Alexandre recebeu Lula para um jantar. Os dois corintianos roxos estreitaram relações em clima de grande simpatia, “sem que nenhuma notícia sobre o encontro vazasse”, informa Thais.

Alexandre não chega a ser vil e poderoso como Lex Luthor. Mas Lula e, principalmente a esquerda, estão longe de serem inexpugnáveis como o Superman.

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9 de agosto de 2023

Alexandre, o paladino da democracia tutelada

Ele tem uma… uma vantagem em relação a todos os ministros… ele tem uma experiência enorme, efetiva, com segurança pública. E segurança pública do estado de São Paulo (...). E tem muito diálogo, tem diálogo com os militares, tem diálogo com a polícia. Ele consegue entender a lógica e a linguagem militar, nós não teríamos ninguém aqui, … afeito a esse tipo de compreensão. Então, de fato, como eu já disse, também no TSE, ele foi o homem certo, no lugar certo, na hora certa.

As palavras acima são do ministro do STF, Gilmar Mendes. Referem-se a Alexandre de Moraes. Estão no podcast da Radio Piauí intitulado “Alexandre”, apresentado e roteirizado por Thais Bilenky.

O depoimento de Mendes dá uma ideia do personagem que se tornou o paladino da resistência institucional ao golpismo bolsonarista. Diante das ameaças de uma intervenção armada pela deposição de um presidente eleito pelo voto popular, o “homem certo” foi aquele que tem “diálogo com os militares” e entende sua “linguagem”.

De fato, Alexandre foi titular da Secretaria da Segurança de São Paulo em 2015. Nesse período ocorreu uma onda de ocupações das escolas públicas paulistas por estudantes secundaristas. E Alexandre mostrou que, mais que entender a linguagem dos militares, sabia colocar em prática a metodologia truculenta deles. Houve vários casos de estudantes menores de idade retirados com violência das escolas ocupadas.

Tudo isso durante o governo de Geraldo Alckmin, outro a se tornar integrante do dispositivo de segurança da democracia nacional. Uma democracia ameaçada por golpistas 
numa ponta e sob tutela autoritária, na outra. Todos, mais ou menos, do mesmo lado.


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