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10 de dezembro de 2021

A aposta radical de Toussaint Louverture

No encerramento de seu livro "O maior revolucionário das Américas", biografia de Toussaint Louverture, Sudhir Hazareesingh lembra que somente em abril de 1998, o grande líder negro integrou o panteão dos heróis da França. O autor adverte, porém, que nenhuma das inscrições nos monumentos destinados a ele:

...explicava por que Toussaint foi capturado; nem que foi preso traiçoeiramente pelo exército francês; nem que os homens que o prenderam foram mandados por Bonaparte para restaurar a escravidão no Caribe. Esses subterfúgios e contradições refletiam a incapacidade, por parte da tradição republicana francesa, de ir além de seus relatos egocêntricos sobre a escravatura e sua abolição e de lidar com a atitude hesitante da revolução de 1789 sobre igualdade racial. Os monumentos oficiais em memória de Toussaint mostravam a relutância da França em afastar-se demais da “doce utopia colonial” sobre a história de seu império — ou seja, a de que a escravidão foi produto do “ancien régime”, e que foi extirpada da comunidade nacional pela revolução; de que esse desfecho resultou da intervenção francesa esclarecida, e não da ação revolucionária dos próprios escravizados negros.

Por isso, Hazareesingh prefere destacar um grafite pintado em 2016, nos muros de Belfast, Irlanda do Norte. A pintura em homenagem a Frederick Douglass mostra Toussaint em companhia de figuras lendárias da emancipação negra, como Martin Luther King, Nelson Mandela, Rosa Parks, Paul Robeson, Muhammad Ali, Bob Marley, Steve Biko e Angela Davis.

Louverture fez uma aposta radical na luta pela igualdade racial sob inspiração da mais emblemática das repúblicas burguesas. Pagou com a própria vida porque capitalismo e democracia racial são incompatíveis.

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9 de dezembro de 2021

Facetas e atitudes contraditórias de Toussaint Louverture

Antes de encerrar esta série sobre o "O maior revolucionário das Américas", biografia de Toussaint Louverture, seria importante destacar algumas esquisitices do biografado.

Seu autor, Sudhir Hazareesingh, relata, por exemplo, a enorme capacidade de trabalho de Louverture:

...um dia típico de trabalho durava normalmente dezesseis horas, e seu “infatigável zelo” era tamanho que todos em seu “entourage” (...) viviam “assoberbados de trabalho e cansaço”. Ele despachava uma média de duzentas cartas diárias, e era capaz de viajar até 200 km por dia, e, a pleno galope, ninguém o igualava em resistência.

Católico fervoroso, jamais deitava-se com uma de suas amantes sem antes perguntar-lhes se tinham feito a comunhão. A nova Constituição atribuía a ele controle rigoroso sobre a nomeação dos padres. Era a aplicação muito peculiar adotada por Louverture da separação entre Estado e Igreja, defendida pela Revolução Francesa.

Dentre os poderes constitucionais a ele atribuídos estava o de regular o comportamento privado dos cidadãos de Saint-Domingue. Nenhum membro das forças armadas poderia, por exemplo, casar sem sua autorização expressa. Além disso, uniões matrimoniais entre trabalhadores vinculados a propriedades rurais diferentes tinham que ser aprovadas pessoalmente por ele. Por fim, para se separarem, os casais deveriam apresentar um relato completo da situação para Toussaint arbitrar uma possível conciliação.

Os escravizados libertos das plantações passaram a receber remuneração, mas qualquer manifestação de negligência no trabalho era punida com o chicote. Algo que manteve perigosamente vivas as piores memórias da escravidão.

São algumas das facetas e atitudes contraditórias de um dos gigantes da História. Não estão entre as causas diretas de sua ruína, mas certamente contribuíram para ela.

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8 de dezembro de 2021

Toussaint Louverture traído e encarcerado

Em junho de 1801, as forças de Toussaint controlavam uma faixa significativa de territórios de Saint-Domingue. Mas ele não tinha homens em número suficiente para desferir um golpe decisivo contra as tropas francesas.

Além disso, como diz Sudhir Hazareesingh no livro "O maior revolucionário das Américas", Toussaint nunca demonstrou real intenção de separar Saint-Domingue do império francês.

Fingindo disposição para resolver o impasse, os franceses o convidaram para um encontro de negociação. Mas era uma armadilha. Toussaint foi preso e levado para a França, onde morreria na prisão, em abril de 1803.

Jean-Jacques Dessalines, segundo em comando das tropas de Toussaint, assumiu a liderança da resistência. Em 1º de janeiro de 1804, proclamou a independência, fundando o estado do Haiti.

Mas Dessalines eliminou todos os principais aliados de Toussaint. E criou um regime que rejeitava a ideia de seu antigo comandante de construir uma república multirracial. Somente os negros governariam.

Dessalines proclamou-se imperador em outubro de 1804, mas foi assassinado dois anos depois. Sua morte foi seguida por lutas fratricidas entre seus sucessores.

Em 1915, o presidente estadunidense Woodrow Wilson ordenou a invasão do país, dando início a uma ocupação brutal que durou quase duas décadas. Ao Haiti nunca foi perdoado o fato de ter surgido de uma revolução vitoriosa protagonizada por escravizados.

A figura de Toussaint Louverture foi repudiada por seus próprios ex-subordinados, mas jamais desapareceu da memória popular.

Fidel Castro revelou em 1954 que sua inspiração para “transformar Cuba de alto a baixo” era a insurreição dos escravos do Haiti. Como ele, muitos outros foram inspirados pelo grande revolucionário negro.

Concluiremos na próxima pílula.

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7 de dezembro de 2021

Toussaint derrota os poderosos exércitos de Napoleão

Continuamos a destacar algumas passagens do livro "O maior revolucionário das Américas", biografia de Toussaint Louverture escrita por Sudhir Hazareesingh.

Em outubro de 1801, Napoleão Bonaparte voltou-se totalmente contra as medidas tomadas por Louverture abolindo a escravidão em Saint-Domingue, futuro Haiti. “Sou a favor dos brancos, porque sou branco", declarou ele.

Toussaint preparou seu exército para receber as tropas francesas adotando uma tática de terra arrasada:

É imperativo que a terra que foi banhada por nosso suor não forneça alimento de espécie alguma ao inimigo. Rasguem as estradas com tiros e joguem as carcaças de cavalos mortos nas fontes; destruam e queimem tudo, para que os que vieram nos escravizar de novo tenham sempre diante dos olhos a imagem do inferno que merecem.

Centenas de brancos que tinham recebido alegremente a invasão francesa foram massacrados e seu sepultamento, proibido: os cadáveres em decomposição serviriam para espalhar o terror entre as forças francesas.

Toussaint combinava guerra convencional com combate de guerrilha. Constantemente em movimento e dormindo numa tábua poucas horas por noite, ele obrigava os franceses a longas e cansativas marchas para procurá-lo, sem sucesso.

Privando os invasores de descanso e suprimentos, preparava emboscadas letais para as tropas inimigas. Toussaint sabia exatamente quando e onde lançar esses ataques, graças a sua rede de informantes.

Um oficial francês afirmou que “bastava uma ordem de Louverture para seus homens reaparecerem e cobrirem todo o território diante de nós”. Além disso, ele se jogava diretamente na linha de frente.

Estava preparado o terreno para a independência do Haiti. Toussaint não viveria para vê-la. E, talvez, nem a desejasse.

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6 de dezembro de 2021

A república negra de Toussaint apavora os colonizadores

Em 1801, Toussaint Louverture governava a colônia de Saint-Domingue, futuro Haiti, como representante da república francesa. A Constituição que criou para a colônia libertava os escravos, mas preservava o sistema de exploração, mantendo os libertos vinculados às propriedades dos colonizadores.

Segundo o livro "O maior revolucionário das Américas", de Sudhir Hazareesingh, a política agrária de Louverture não era um fim em si mesmo. A prioridade era defender as conquistas de Saint-Domingue contra intervenções externas.

Para Louverture, isso só seria possível com a revitalização da economia de “plantation”, gerando receitas a partir da exportação de produtos como açúcar e café de modo a serem usadas para “o bem comum”.

De fato, o efeito das medidas foi imediato, chegando a decuplicar a produção em determinadas propriedades. Os maiores beneficiados eram os empresários britânicos e americanos, além dos colonos europeus. Mas esses mesmos grupos desprezavam a doutrina de direitos humanos da Revolução Francesa e achavam inconcebível que diferentes etnias pudessem viver juntas em harmonia e igualdade.

Ao mesmo tempo, a ordem que Toussaint criara era vista como uma perigosa república negra pelas potências imperiais. Eles viam a Constituição de Saint-Domingue como uma “tocha” a ser usada para “atear fogo em seus próprios assentamentos” e fariam o que estivesse a seu alcance para “apagar as chamas revolucionárias", o mais rápido possível.

Entre as potências imperiais descontentes estava a própria França. A república nascida em 1789 resistiu a abolir a escravidão nas colônias até 1794. Após o golpe de 18 Brumário de 1799, Napoleão havia restaurado o trabalho escravo. Toussaint passara a ser um inimigo a ser derrotado.

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3 de dezembro de 2021

Toussaint liberta todos os escravos de Saint-Domingue

No final do século 18, a ilha de Hispaniola dividia-se entre os domínios espanhol e francês. Santo Domingo, de um lado, Saint-Domingue, do outro. Este último viria a se tornar o Haiti.

Segundo o livro "O maior revolucionário das Américas", de Sudhir Hazareesingh, a unificação sob o domínio francês havia sido determinada por um tratado assinado em 1795. Mas somente ocorreu em janeiro de 1801, quando Toussaint Louverture colocou a ilha sob controle francês.

Imediatamente, 15 mil trabalhadores foram emancipados da escravidão no território ocupado. Além disso, foram nomeados negros e mestiços para cargos no exército e na administração pública.

Em fevereiro de 1801, uma proclamação de Toussaint especificou que todos os libertos de Santo Domingo receberiam um quarto da safra como salário, exatamente como na parte francesa da ilha.

E não só isso. Em julho, Toussaint convidou a população para celebrar a aprovação de uma nova Constituição para o território unificado. O novo texto legal dizia que “escravos não podem existir neste território e a servidão está para sempre abolida. Aqui, todos os homens nascem, vivem e morrem livres e franceses”.

Nada disso agradou a Napoleão Bonaparte. Ele alegava que Toussaint havia concedido a si mesmo poderes ditatoriais, o que era verdade. Mas o próprio Bonaparte havia feito isso, em 1799. Com o golpe de estado de 18 Brumário, não apenas se tornou ditador como restaurou a escravidão nas colônias francesas.

Começava a contagem regressiva para a invasão da ilha por tropas vindas da França, prontas a afogar em sangue o atrevimento de Louverture. Mas o grande derrotado acabaria sendo o próprio Napoleão.

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2 de dezembro de 2021

Toussaint Louverture: Ogum no comando

Napoleão Bonaparte costuma ser considerado um dos maiores gênios militares da história. Uma de suas poucas derrotas foi para os russos. Mais precisamente, para o implacável inverno eslavo.

Mas outra grande derrota, pouco comentada, foi para as tropas negras de Saint-Domingue, futuro Haiti, em 1801. Nesse caso, não houve qualquer influência do fator climático, mas do gênio militar de Toussaint Louverture.

Louverture notabilizou-se pelo planejamento preciso de cada operação militar. Liderava pelo exemplo, estimulando os soldados pela prontidão com que se expunha a perigos mortais. Além disso, combinava métodos de guerra de guerrilha e formas convencionais de combate, explorando as habilidades de seus guerreiros.

Ao mesmo tempo, seus objetivos não se limitavam a conquistas territoriais, mas estavam lastreados num conjunto mais amplo de princípios de igualdade, autonomia política, humanidade e libertação da ocupação estrangeira.

Modelo de sobriedade, dormia apenas quatro horas por noite, não consumia bebidas alcoólicas, e sua capacidade de resistência física era maior do que a do mais duro dos soldados.

A autoridade de Toussaint repousava, também, na capacidade de apelar para as crenças de seus homens. Católico fervoroso, ele costumava usar na cabeça um lenço vermelho, visto pelos soldados como símbolo de Ogum, o espírito vodu da guerra, que levava seus seguidores ao combate e os mantinha a salvo.

Sua hiperatividade, somada à aparente invulnerabilidade física no campo de batalha, confirmava a crença dos soldados de que mantinha estreito contato com espíritos vodus e que estes lhe conferiam poderes sobrenaturais.

Nas próximas pílulas, voltaremos com mais informações do livro "O maior revolucionário das Américas", biografia de Toussaint Louverture de Sudhir Hazareesingh.

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1 de dezembro de 2021

Louverture: a liberdade negra se conquista com fuzis

Seguem mais algumas passagens do livro "O maior revolucionário das Américas", biografia de Toussaint Louverture escrita por Sudhir Hazareesingh.

Segundo o autor, a insurreição de escravizados de 1791 na colônia de San Domingue (futuro Haiti) foi o primeiro exemplo do tipo de coalizão de forças defendida pelo biografado. Eram escravizados e negros forros, africanos e crioulos, escravizados domésticos e fugitivos, capatazes e trabalhadores das “plantations”, guerreiros e clérigos...

Desde seu ingresso na insurreição de 1791 até sua morte, seu objetivo fixo era a emancipação dos escravizados de Saint-Domingue. Inspiravam-no as qualidades extraordinárias daqueles homens e mulheres: sua criatividade intelectual, coragem, humanidade e, acima de tudo, espírito de liberdade. Ao mesmo tempo, buscava afastá-los do confronto direto com os colonos brancos visando a construção de uma comunidade política de iguais, na qual negros, brancos e mestiços pudessem coexistir em paz.

Toussaint apresentava um conceito inovador de ordem cívica, no qual a cidadania era baseada não apenas em princípios abstratos, como igualdade e fraternidade, mas também na participação ativa em defesa da comunidade.

Ele nunca se empenhou muito em instituir uma forma de “poder negro”. Sua abordagem consistia em deixar líderes de origem africana surgirem naturalmente, ao mesmo tempo que promovia a igualdade civil e impedia que mentalidades racistas prevalecessem.

O objetivo de Toussaint era apenas construir uma república, tal como defendiam os revolucionários franceses. Mas diante da resistência racista dos colonizadores, Louverture foi obrigado a transformar um exército de maltrapilhos numa máquina de guerra formidável. Não à toa, em suas inspeções militares, ele costumava pegar um fuzil, brandi-lo no ar e gritar: “Isto é a nossa liberdade”.

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30 de novembro de 2021

Louverture: mestre de uma escola de insurreição

Em 1791, teve início uma revolta de escravizados em San Domingue, colônia francesa que se tornaria o Haiti. Toussaint Louverture era um de seus líderes.

Três anos antes, ocorrera a Revolução Francesa. Mas o levante da plebe de Paris manteve intacta a máquina colonial. Em maio de 1791, por exemplo, a Assembleia Constituinte tornou a escravidão constitucional.

Quanto a Saint-Domingue, era consenso entre os revolucionários parisienses que a Declaração dos Direitos do Homem de 1789 não poderia ser aplicada, sob pena de destruir a “imperiosa necessidade” de preservar a divisão entre as três raças da colônia.

A Revolução Francesa tinha tomado claramente o partido dos proprietários de escravos. Enquanto isso, na colônia caribenha, reformistas mestiços buscavam uma aliança com os brancos para fortalecer a escravidão.

O fato é que, às vésperas do levante parisiense, havia em Saint-Domingue 500 mil negros cativos. E pessoas não brancas eram donas de mais ou menos um quarto dos escravizados.

Tudo isso fortaleceu em Toussaint a convicção de que os direitos da população negra de Saint-Domingue só seriam garantidos se ela própria tomasse a iniciativa política.

Condições sociais e políticas para isso não faltavam. Soldados e marujos recém-chegados da Metrópole repetiam com entusiasmo as últimas máximas sobre liberdade e igualdade dos clubes revolucionários franceses e as repassavam a escravizados nas docas. Em suas memórias, um colono branco descreveu, assustado, as cidades costeiras de Saint-Domingue daquela época como uma “escola fumegante de insurreição”.

As informações acima estão no livro "O maior revolucionário das Américas" de Sudhir Hazareesingh. Nas próximas pílulas, veremos como Louverture tornou-se mestre daquela escola fumegante de insurreição.

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29 de novembro de 2021

O maior revolucionário das Américas

"O maior revolucionário das Américas" é um livro do historiador britânico Sudhir Hazareesingh, recém lançado no Brasil. Trata-se de uma biografia de Toussaint Louverture, líder da revolução que levaria à independência do Haiti.

Afirmar que o grande revolucionário negro seria o maior de toda a história americana pode parecer exagero. Mas a leitura da obra não apenas confirma a correção de seu título, como pode facilmente colocar Louverture entre os maiores revolucionários de todos os tempos e lugares.

Afinal, Louverture liderou a única revolução vitoriosa de escravizados de que se tem registro. Além disso, poucos anos após a incendiária Revolução Francesa, foi muito mais radical que os jacobinos, ao abolir a escravidão na então colônia francesa contra a vontade dos governantes parisienses. Medida sem a qual, dizia ele, a defesa de fraternidade, liberdade e igualdade não passava de hipocrisia.

Louverture trilhou caminhos tortuosos e contraditórios. Ex-escravizado, chegou a ter escravos. Aliou-se aos monarquistas espanhóis contra os republicanos franceses. Voltou a aliar-se aos franceses, enquanto negociava secretamente com os britânicos. Determinou que os negros recém-libertos pela revolução continuassem trabalhando para seus antigos senhores.

Jurando lealdade à França, aprovou uma constituição que, na prática, era uma declaração de independência nacional. Era mestre em negociações diplomáticas tanto quanto nos campos de batalha. Tornou-se ditador para enfrentar a ditadura instaurada por Napoleão. E este último, considerado um gênio militar, viu suas poderosas tropas sucumbirem diante do exército maltrapilho de Louverture.

Todas essas idas e vindas serviam a um grande propósito: o fim definitivo da escravidão e a construção de uma igualdade republicana radical.

Mais nas próximas pílulas.

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