O
histórico de Joaquim Levy não deixa dúvida sobre o seu
conservadorismo, posto em prática evidente ao menos desde que foi
secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento no
governo Fernando Henrique. Conservadorismo confirmado no governo
Lula, quando foi um dos inspiradores da política econômica que
consagrou Antonio Palocci nos setores do domínio financeiro. E
conservadorismo consolidado como secretário do Tesouro, quando Levy
foi o ponto de resistência a gastos e outras medidas de linha social
pretendidas no governo Lula.
A ficha corrida acima pertence ao mais novo indicado pelo governo Dilma para
assumir o Ministério da Fazenda. Foi publicada por Janio de Freitas,
em 23/11, na Folha. A ela deveríamos juntar outro prontuário. O de
Kátia Abreu, provável ocupante da pasta da Agricultura. Mas a
trajetória da representante maior do agronegócio nacional dispensa
apresentações.
Apesar
disso, o principal motivo para recusar o voto tanto a Dilma como aos
tucanos no último turno eleitoral não dizia respeito a medidas como
essas. Pela quarta vez, os petistas voltam a
se eleger na condição de representantes das forças de esquerda
para governarem atendendo aos interesses da direita. Não há
novidade alguma aqui.
Muito
mais grave que nomeações ministeriais conservadoras foi o decidido
e firme reforço do governo federal aos instrumentos repressivos
estatais como reação às manifestações de junho de 2013.
Incluindo prisões ilegais de militantes políticos e manifestantes
em geral. E é este aparato que será colocado em funcionamento caso
as medidas adotadas pelo governo reeleito despertem a resistência
popular.
A
verdadeira guinada à direita do governo Dilma aconteceu muito antes
de sua reeleição.
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