6 de novembro de 2017

Algumas instruções para a autossabotagem da esquerda

Em sua coluna do Globo, de 05/11, Dorrit Harazim informa que em janeiro de 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, uma agência estadunidense de inteligência e espionagem precursora da CIA, publicou um documento secreto chamado “Manual de Sabotagem Simples”.

“Elaborado para países do Eixo ou já ocupados pela Alemanha nazista, diz Dorrit, o guia orientava seus agentes na formação e treinamento de ‘cidadãos sabotadores’”.

A publicação foi tornada pública em 2008, sendo possível acessá-la no próprio site da CIA. Mas o que interessou a articulista foi um capítulo “específico para desestabilizar organizações e conferências. Entre as inúmeras formas de sabotagem sugeridas, estão”:

Insista em submeter tudo a “canais competentes”. Jamais permita atalhos capazes de acelerar decisões. Faça discursos longos. Assuma a palavra com o máximo de frequência. Sempre que for viável, repasse qualquer questão para maior análise e consideração de outras comissões. Tente formar comissões de muitos membros — nunca menos de cinco. Levante temas irrelevantes com a maior frequência possível. Retome questões decididas na reunião anterior e procure meios de reabrir o tema.

Dorrit utiliza a citação para comentar as trapalhadas do governo federal e parlamentares brasileiros durante uma recente visita de uma comissão de eurodeputados ao País.

Mas, para nós, seria interessante saber até que ponto boa parte da esquerda adota alguns daqueles procedimentos recomendados pelo manual em seu próprio meio. E, muito provavelmente, sem qualquer necessidade de infiltração de agentes da CIA entre nós.

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