terça-feira, 11 de março de 2014

Em Cuba, pior que a chegada do agronegócio, são as novelas brasileiras

A última visita de Lula a Cuba deixou muita gente da esquerda de cabelo em pé. O ex-presidente viajou com Blairo Maggi, peso pesado do agronegócio brasileiro e o maior plantador de soja do mundo. Ambos se encontraram com o líder do governo cubano, Raul Castro, e defenderam a experiência brasileira nas áreas de energia e agricultura.

Trata-se do modelo imposto no Brasil com a entusiasmada ajuda dos governos tucanos e petistas. Representa um desastre ambiental, social e energético. Sua possível adoção na ilha de Fidel só pode causar grande preocupação naqueles que respeitam a luta do povo cubano contra o imperialismo.

Mas, talvez, já exista algo pior que o agronegócio ameaçando o povo de Cuba. E é um produto ainda mais brasileiro que a soja transgênica e os agrotóxicos. Trata-se das telenovelas. Quem se identifica como brasileiro nas ruas das cidades cubanas costuma ser recebido com a seguinte descrição: “Ah, Brasil! A terra das melhores novelas!”.

O mais recente sucesso nas TVs cubanas, por exemplo, é “Avenida Brasil”, da Globo. A personagem mais popular é Suellen, a “periguete” vivida por Isis Valverde. Mas já passaram por lá dezenas de outras produções brasileiras desse tipo e “qualidade” nas últimas décadas.

Se as substâncias tóxicas e geneticamente modificadas da turma do Maggi são um veneno, a peste ideológica que representa nossa produção televisiva pode ser fatal. É muito provável que as primeiras só venham a ser adotadas por que a segunda ajudou a preparar o terreno. O ilustre petista só está concluindo um trabalho sujo que já vem de muito tempo. Aqui e lá.

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