domingo, 6 de novembro de 2016

A educação pública sob assalto de bilionários

Estão agendadas audiências públicas no Congresso Nacional sobre a Medida Provisória da “Reforma do Ensino Médio”. Apesar da enorme mobilização nacional de alunos e educadores contra a proposta, eles não serão convidados.

Matéria de Helena Borges para o portal The Intercept-Brasil informa quem será ouvido:

1-Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann, pertencente a Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, com R$ 103,59 bilhões.

2-Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, presidido por Pedro Moreira Salles, 9º colocado da lista dos bilionários brasileiros, com R$ 12,96 bilhões.

3-Ana Inoue, consultora de educação da Fundação Itaú, presidida por Alfredo Egydio Setubal. Junto com Pedro Moreira Salles é membro do conselho administrativo do banco Itaú-Unibanco.

4-Anna Penido, diretora executiva do Instituto Inspirare, presidido por Bernardo Gradin, o 47º colocado entre os maiores bilionários do Brasil. Ex-acionista da Odebrecht, foi citado na Operação Lava Jato.

5-Priscila Fonseca da Cruz, presidente-executiva do “Todos pela Educação”, que tem como uma de suas principais lideranças Jorge Gerdau, cujo nome aparece na lista dos “Panama Papers”, que relaciona empresários que teriam contas bancárias em paraísos fiscais.

6-David Saad, Diretor-presidente do Instituto Natura, com fortuna de R$ 4,12 bilhões. A instituição também participa do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE), que presta consultorias a secretarias estaduais de educação.

7-Marcos Magalhães é Presidente do ICE, que aparece aí acima. Ele não é milionário, mas uma de suas frases certamente representa a turma toda: “A gente fala que pedagogo tem visão um pouco, digamos, estreita do que é modelo educacional.”

Talvez, ele pretendesse se referir ao “mercado educacional” no lugar de “modelo educacional”.

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