segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O MST e o projeto político petista

De 10 a 14 de fevereiro, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra realiza seu 6º Congresso Nacional. São 15 mil participantes vindos de todo o País.

O MST é, sem dúvida, um dos maiores e mais heroicos movimentos populares da história brasileira. Milhares de seus membros foram vítimas de assassinatos, torturas, prisões injustas por lutarem por justiça social no campo e fora dele. Mas tudo indica que atravessa sua maior crise.

A raiz da crise está na paralisia que ataca de sua principal luta: a Reforma Agrária. E isso acontece exatamente sob o governo do partido que mais apoiou a criação e o fortalecimento dos Sem-Terra.

Não passam de 10 os imóveis desapropriados pelo governo Dilma. Pior que o último governo militar do general Figueiredo, quando foram desapropriados 152 imóveis.

Estas palavras são de João Paulo Rodrigues, dirigente nacional do movimento, em entrevista publicada na página do próprio MST em 18/12/2103. Enquanto isso, o agronegócio foi adotado como aliado prioritário pelos petistas no poder.

Os dirigentes do MST costumam dizer que os movimentos populares têm que “empurrar” o governo para longe do empresariado rural. Mas números do Ministério do Desenvolvimento Agrário mostram que os Sem-Terra fazem o movimento inverso. Segundo os dados, a média anual de ocupações de terra no período FHC foi de 305 e nos de Lula e Dilma, 224.

Um movimento social não é um partido político. A revolução social ou a conquista de governos não estão no programa do MST, nem deveriam estar. Mas o movimento precisa se afastar do projeto político petista, se quiser voltar a conquistar vitórias.

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