quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O buraco negro da desigualdade capitalista

O físico Stephen Hawking teria afirmado, recentemente, que buracos negros não existem. Buracos negros são os restos mortais de imensas estrelas. Eles geram uma enorme força gravitacional que arrasta para seu interior tudo que está a sua volta, inclusive a luz.

Se Hawking está certo ninguém sabe. Mas na economia capitalista, a existência de algo parecido aos buracos negros parece confirmada. A enorme concentração mundial de riqueza só faz aumentar. E isso foi admitido no último Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos. Durante o evento foi divulgada a pesquisa “Trabalhando para Poucos”, da ONG inglesa Oxfam.

O estudo revela que o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial. Este minúsculo grupo concentra US$ 1,7 trilhão. Valor que equivale aos bens das 3,5 bilhões de pessoas mais pobres do mundo. Além disso, a riqueza do 1% das pessoas mais ricas do planeta equivale a US$ 110 trilhões. Ou 65 vezes a riqueza total da metade mais pobre da população mundial.

Essa tendência vem se agravando desde a crise de 2008. Nos Estados Unidos, país mais capitalista do mundo e onde a crise começou, a concentração de riqueza continua aumentando. No estudo da Oxfam, 95% dos ganhos de renda verificados a partir de 2009 naquele país ficaram com o 1% mais rico. São números que ofuscam até os mais negros dos buracos. Mas trata-se de um fenômeno que Marx já havia previsto ao estudar as primeiras crises capitalistas.

Não custa lembrar também que a palavra revolução chegou ao vocabulário político inspirada em um dos movimentos dos corpos celestes.

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