segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Massa polar se aproxima da economia mundial

“Calor já freia a economia e previsão para o PIB cai a 1%”, disse o Globo em 17/02. Segundo a notícia, altas temperaturas e pouca chuva levariam a racionamentos de água e de energia. Essa combinação pressionaria a inflação e traria prejuízos à atividade econômica.

Dizem que previsões econômicas só costumam ser mais precisas que as meteorológicas. Mas independente disso, o fato é que uma forte frente fria realmente pode estar prestes a chegar à economia. E não apenas no Brasil.

Em recente artigo, Immanuel Wallerstein prevê, para breve, tempos ruins para a economia mundial. O texto publicado no Opera Mundi, em 08/02, é “Crise dos ‘emergentes’ ou do Sistema?”. Segundo o autor nas duas últimas semanas de janeiro, o Wall Street Journal, o Financial Times, o Main Street, a agência Bloomberg, o New York Times e o FMI alertaram para o possível “colapso” dos “mercados emergentes”.

O baixo crescimento chinês é uma das causas. Outra delas é a recuperação econômica americana. Apesar de pequena, tem atraído de volta os dólares que andaram circulando pela periferia mundial. Mas nem nos Estados Unidos, nem na Europa há sinais de tempo bom. E as esperanças que foram depositadas nos “emergentes” no início do colapso econômico se dissiparam como nuvens passageiras.

O radar do articulista indica pânico nas notícias dos jornalões que citou. Elas mostrariam que a crise pode deixar de ser cíclica para torna-se estrutural. “Não pode ser resolvida com paliativos, mas com a invenção de um novo sistema”, diz ele. Mas não sem antes provocar muitos raios e trovoadas, diríamos nós.

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