segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Democracia policial e mídia ditatorial

Em 23/02, o presidente ucraniano Viktor Yanukovich foi deposto pelo parlamento do país. Aparentemente, sua queda foi uma vitória das forças fascistas que lideravam as manifestações da oposição. Mas tudo indica que a violenta repressão ordenada por Yanukovich contra os manifestantes também foi decisiva.

São cada vez mais frequentes as notícias de forças policiais espancando e matando manifestantes em vários pontos do planeta. E não é de agora. Lembremos as greves e manifestações na Grécia, a partir de 2008. Ou as violentas remoções daqueles que ocuparam as praças de várias cidades na Europa e Estados Unidos no mesmo período.

No Brasil, vem acontecendo o mesmo desde junho do ano passado. O caso mais recente ocorreu em São Paulo. Havia pelo menos um PM para cada três manifestantes nos protestos do dia 22/02. Mais de 270 pessoas foram presas. As agressões policiais foram distribuídas farta e aleatoriamente. Tudo isso, sem que a legislação “antiterrorismo” tenha sido aprovada.

À medida que a repressão aumenta, os monopólios da grande imprensa tentam justificá-la. Apresentam a violência policial como resultado de provocações feitas pelos manifestantes. As imagens que mostram que a realidade é o oposto disso ficam restritas às redes virtuais. Às páginas cibernéticas, cujo alcance é menor e muito mais segmentado que o das mídias tradicionais.

Com apoio da ditadura da mídia empresarial, os aparatos repressivos estatais tentam implantar “democracias policiais” pelo mundo. Que o destino de Yanukovich sirva de alerta para aqueles que ocupam os governos. Enquanto oscilam entre a cumplicidade assassina e a omissão covarde, o fascismo se prepara para dar o bote.

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