quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A regulamentação da mídia e a galáxia da internete

O governo recém-reeleito promete regulamentação da mídia. Em relação ao tema, seria bom ler o artigo de Ignacio Ramonet publicado na Carta Maior, em 05/01. Trata-se de “O fim da televisão como a conhecemos”, que traz informações importantes e assustadoras.

Ramonet começa dizendo que as postagens em vídeo nas redes virtuais crescem rapidamente. É o caso da maior delas, o Facebook. Mas o Twitter também está aderindo e o Google comprou o YouTube, já que seus 1,3 bilhões de usuários consomem cerca de seis bilhões de horas mensais de vídeo.

Este fenômeno já vem desafiando o monopólio das emissoras de rádio e TV. O texto cita dados de uma recente pesquisa feita no Distrito Federal do México: somado todo o tempo de visitas a redes virtuais, a exposição diária à internet é de 8 horas, contra apenas 2 horas e 13 minutos da televisão.

Ramonet reconhece pontos positivos na utilização das redes. Por exemplo, a troca rápida
de informação, maior agilidade na organização de manifestações populares e movimentos sociais, verificação da veracidade de certas notícias, revelação das conspirações dos poderosos através de ferramentas como o WikiLeaks.

Por outro lado, o que alguns chamam de “galáxia da internete” é dominada por Google, Facebook, YouTube, Twitter, Yahoo!, Apple e Amazon. Todas estadunidenses. 


A proposta de regulamentar a mídia só avança por algum milagre. A base parlamentar do governo já disse que não quer nem saber do assunto. Mas se o improvável acontecer, é preciso que volte a entrar no debate o chamado marco civil da internete. Do contrário, continuaremos a olhar para algumas estrelas e ignorar a galáxia.

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