segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dilma e a pedagogia para o lucro


Dilma escolheu a Educação como prioridade de seu segundo mandato. Para imaginar o que isso pode significar lembremos algumas realizações petistas na área.

Nesses 12 anos, grandes grupos de ensino foram turbinados pelos recursos públicos do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil. Leia mais em
Privatizações petistas: dinheiro público, lucros privados

Em 2013, duas gigantes da educação privada brasileira,
Anhanguera e Kroton, se uniram na maior transação desse tipo no mundo. Na época, a Kroton tinha 120 mil alunos financiados por políticas como o Prouni. Detalhes em MEC ajuda a criar gigantes privados da educação.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criado pelo PSDB, se consolidou sob o PT como mecanismo de disputa de mercado. Mais informações
em
Enem, mercado e racismo da inteligência e O problema do Enem é o próprio Enem

Em dezembro de 2013, finalmente foram aprovados os 10% do PIB para a educação. Mas, por pressão do governo Dilma, os recursos chegarão aos 10% somente em 10 anos. Além disso, não irão apenas para o setor público.

Os valores destinados ao Prouni, via renúncia fiscal, nestes anos todos, cresceram 166%. Já o orçamento da rede pública aumentou 86%. Outra informação relevante e reveladora: para que uma universidade particular passe a contar com isenção de impostos basta tornar-se uma entidade com fins lucrativos. Estes dados estão na reportagem
“Prouni criou milionários em troca de má qualidade na educação”, recém publicada na Carta Capital.

É bem possível, portanto, que a Educação realmente seja prioridade do governo que se inicia. Mas como fonte de lucros para gigantes do mercado.

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