quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

COP-21: clima pesado para quem luta pelo planeta

Começou a 21ª Convenção da ONU sobre Mudança Climática (COP-21). São mais de 150 chefes de Estado em Paris. Portanto, as chances de confusão são grandes.

Mas confusão, realmente, é a que reina entre a grande maioria da população. O maior problema ambiental atual é o aquecimento global. No entanto, há muita imprecisão quanto ao que esse fenômeno significa.

Por exemplo, o aumento médio da temperatura do planeta não impede que ocorram variações radicais de temperatura, em que ondas de forte calor podem se alternar com ondas de frio extremo. Esta alternância costuma ser explorada pelos que negam a elevação da temperatura global.

Ocorre que há uma confusão entre clima e tempo. O primeiro pode variar bastante em períodos curtos, como dias e semanas. Já o acompanhamento do tempo, tem mostrado uma elevação constante das temperaturas desde a Revolução Industrial, revelando suas causas humanas e a impressão digital do capitalismo.

Mas surgiu uma outra confusão na COP-21. Esta bem menos sutil. Segundo reportagem de Laurent Borredon e Adrien Pécout, publicada no Portal Uol, em 01/12, dias antes da abertura do evento, “várias buscas e prisões domiciliares foram feitas contra ativistas de ocupações e ambientalistas em toda a França”.

As detenções foram feitas com base na nova legislação sobre “estado de emergência”, aprovada sob o pretexto de combater o terrorismo.

Às costumeiras confusões que favorecem o grande capital poluidor, acrescente-se, agora, a muito conveniente falta de distinção entre manifestantes e terroristas. Ou seja, o que se pode prever com alguma exatidão é que as nuvens escuras e pesadas do fascismo de Estado se acumulam no horizonte.

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