sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mais idéias estéticas de Marx

Voltamos ao livro “As idéias estéticas de Marx”, de Adolfo Sánchez Vázquez. Citando, os “Manuscritos econômico-filosóficos de 1844”, o filósofo espanhol diz que Marx enxerga:
...claramente a relação entre e a arte e o trabalho através de sua natureza criadora comum e, conseqüentemente, concebeu este último não apenas como uma categoria econômica, (...) mas como categoria filosófica.

A concepção da arte como atividade que, ao prolongar o lado positivo do trabalho, evidencia a capacidade criadora do homem, permite ampliar suas fronteiras até o infinito, sem que a arte se deixe aprisionar, de um modo definitivo, por nenhum “ismo” em particular (...). A função essencial da arte é ampliar e enriquecer, com suas criações, a realidade já humanizada pelo trabalho humano.

Se a criação é a substância de toda arte verdadeira, não podemos considerá-la privativa de nenhuma tendência artística em particular; o realismo, portanto, não possui o monopólio da criação (...). A figura não é suficiente para que haja criação; mas tampouco sua abolição é condição ou garantia indispensável da atividade criadora.

A concepção da arte como criação não exige uma atitude unívoca diante do real (...). Sublinha antes de mais nada a ligação da arte com a essência humana (...). Por isso não há (...) arte pela arte, mas arte por e para o homem.

A concepção da arte como forma peculiar do trabalho criador não exclui seu reconhecimento como forma ideológica, nem tampouco ignora a função cognoscitiva que pode cumprir, mas não a reduz ao seu conteúdo ideológico nem ao seu valor cognoscitivo.
O tema é complexo, mas obrigatório. A leitura de Sánchez Vázquez ajuda.

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Um comentário:

  1. A arte e trabalho tem a mesma origem, essência humanizadora a cultura “colare” do grego criar, cultivar, estilo segundo Marilena Chauí.

    A cultura está estreitamente ligada a arte e o trabalho que humaniza o ser humano em cada maneira de ser e saber fazer, capacidades e formação de indivíduos, coletivos, grupos e sociedades, uma crítica a possibilidade a multiculturas, a necessidade do respeito ao multiculturalismo.


    Fonte:
    http://revistaseletronicas.pucrs.br/faced/ojs/index.php/faced/article/viewFile/447/343

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