segunda-feira, 28 de abril de 2014

O campeonato de repressão estatal já começou

As mais recentes vítimas da ação criminosa da PM são da favela Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. Dois mortos juntam-se a uma lista que não para de crescer. Muito provavelmente, não serão os últimos. Pelo menos, é o que se deduz das providências sobre segurança que cercam a realização da Copa do Mundo.

Matéria da Folha de S. Paulo, por exemplo, anunciou em 21/04: “Paramilitares americanos treinam policiais brasileiros para a Copa”. A reportagem refere-se à Blackwater, empresa que “ficou conhecida por agir como um exército terceirizado dos Estados Unidos, com mercenários atuando nas guerras do Iraque e do Afeganistão”. Na ficha de serviços da corporação, 17 civis iraquianos mortos no massacre da Praça Nisour, em 2007. Mas deve haver muito mais.

Dizem que o Mossad, o violento serviço secreto israelense, também vem ajudando nos preparativos para as operações de vigilância e repressão.

Mas as tropas brasileiras também foram buscar experiência fora do País. Os próprios comandantes da vergonhosa ocupação militar do Haiti liderada por militares canarinhos admitem: a operação serviu como treinamento para as operações executadas em favelas no Brasil. Informação mais que confirmada pela atuação dos soldados nas UPPs.

Pelo jeito, o mais importante torneio de futebol do mundo deve ficar em segundo plano. O verdadeiro campeonato já está acontecendo. Envolve diversas forças repressivas. Suas equipes procuram pelo melhor desempenho no castigo a pobres, negros e militantes sociais.

Já os governantes e autoridades em geral disputam os melhores lugares nas tribunas de honra. Não querem perder um lance e estão dispostos a premiar generosamente os vencedores.

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