segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A cobertura universal que só serve à saúde do capital

Sempre que se fala em saúde e educação, uma aparente unanimidade surge. Todos são a favor de acesso universal, com qualidade. Não é bem assim. Em geral, têm grande peso na grande mídia, governos e parlamentos propostas que procuram transformar esses direitos em mercadoria.

É o que mostra, por exemplo, a matéria “Cobertura Universal de Saúde: a nova aposta do capital”, publicada por André Antunes e Maíra Mathias na última edição revista “Poli”, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz.

A reportagem denuncia a criação de uma Cobertura Universal de Saúde (CUS), defendida pela Fundação Rockefeller e pelo Banco Mundial, com a cumplicidade da Organização Mundial da Saúde.

O objetivo seria garantir “que todas as pessoas obtenham serviços de saúde de boa qualidade quando assim necessitarem, sem que sofram danos financeiros em seu pagamento”. Mas falar em pagamento significa ignorar que estes serviços já foram pagos pelos impostos. Principalmente, aqueles que recaem sobre o consumo e atingem fortemente os mais pobres.

A CUS não passa de um novo ataque neoliberal aos direitos das populações do mundo. A própria ideia de cobertura remete ao mercado segurador. Só seria atendido quem está “coberto” por um plano assistencial. E, mesmo assim, todos sabemos como funcionam os planos de saúde. Paga-se caro para um atendimento de qualidade muito duvidosa.

O verdadeiro objetivo da CUS é ampliar as fontes de especulação financeira. A proposta foi oficializada em 2005, mas entrou no cenário econômico com força depois da crise de 2008. A ideia é recuperar a saúde do grande capital às custas da saúde dos povos do mundo.

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