quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Lennon, o Beatle radical

Há 34 anos, em 08/12, morria John Lennon. Com o passar do tempo, a grande mídia transformou o ex-Beatle em um cara pacífico e doidão. Um cabeludo simpático e sonhador. Alguém cujas lindas músicas são boas para cantar no Natal e no Ano Novo.

Mas o genial cantor e compositor foi um rebelde radical não apenas no terreno musical. Em 1969, engrossando os protestos contra Guerra do Vietnã, ele e Yoko Ono organizaram “luas-de-mel” de protesto. Logo após se casarem, foram para a cama e chamaram os jornalistas.

Vestidos com seus pijamas, o casal recebia a imprensa cercados de cartazes pela paz mundial. Deitados, divulgavam suas mensagens libertárias e compuseram a música que se tornaria um hino do movimento contra a Guerra do Vietnã: “Give peace a chance” (“Dê uma chance à paz”).

Mas Lennon e Yoko não ficaram apenas no discurso da paz e do amor. Já morando em Nova York, passaram a apoiar abertamente o Partido dos Panteras Negras em sua luta contra a violência racista da sociedade e do Estado norte-americanos.

Estas e outras posturas, como a defesa da descriminalização da maconha ou apenas cultivar cabelos longos, tornou o casal um dos alvos prioritários do governo Nixon. Foi dado início a um processo de expulsão dos dois dos Estados Unidos. Mas após dez anos de batalhas judiciais, o governo estadunidense foi derrotado.

Jamais ficou provado que o assassino de Lennon fosse mais que um fã enlouquecido. Mas, certamente, os poderosos dos Estados Unidos e do mundo comemoraram a desaparição do mais radical dos Beatles.

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