quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Nós em nossas bolhas na internete

Em novembro, Juliana Carpanez escreveu um artigo chamado “A nova bolha” para o blog http://tab.uol.com.br. O título refere-se a “bolhas personalizadas de conteúdo” formadas a partir do modo como cada um usa a internete.

Por exemplo, os 1,3 bilhão do Facebook podem receber 1.500 novas histórias por dia, mas o sistema filtra apenas 300 delas com base em nas escolhas feitas pelo usuário em suas pesquisas virtuais. É o isolamento dos internautas em ambientes cada vez mais restritos.

Recentemente, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou a Pesquisa Brasileira de Mídia (PBM) 2015. Um dos dados relevantes mostra que a internete é o meio que mais cresceu na preferência dos entrevistados, apesar de ainda ficar atrás da TV e do rádio.

O Facebook está em primeiro lugar disparado, com 83% de preferência, bem à frente do Whatsapp, com 58%. Ou seja, a adesão às bolhas virtuais se multiplica a passos largos, já que o Whatsapp tende a ser ainda mais restrito a pequenos grupos.

É verdade que o levantamento apresenta outras variáveis importantes. Por exemplo, os entrevistados só confiam realmente em uma informação publicada na internete quando ela é confirmada pelos jornais e TV, nesta ordem.

De qualquer modo, da rede de computadores, passando pelas rotativas e chegando às ondas eletromagnéticas, está tudo monopolizado por alguns controladores gigantes.

Não se trata apenas da perigosa influência em disputas eleitorais ou de campanhas contra este ou aquele governo. Trata-se de um fenômeno que encolhe horizontes e embota a capacidade crítica das pessoas. No máximo, forma os eleitores que a grande maioria dos eleitos prefere.

Leia também: Na ausência da internete, pânico social

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