3 de maio de 2018

Mais alguns “podres” de Gandhi

Mais informações desagradáveis sobre Mohandas Gandhi, retiradas do livro “A Não Violência – Uma história fora do mito”, de Domenico Losurdo.

Durante os 20 anos que morou na África do Sul, Gandhi liderou a resistência dos indianos contra o racismo colonialista. Foi nessa luta que ele aprofundou sua concepção segundo a qual o inimigo a ser derrotado é o princípio da violência.

Mas em uma carta aberta a parlamentares do estado de Natal, em dezembro de 1894, Gandhi deixa claro qual é seu maior objetivo naquele momento.

Protestando contra a exclusão de direitos políticos para os indianos residentes na África do Sul, ele observa que, assim como os ingleses, também os indianos brotaram do “tronco chamado indo-ariano”. Portanto, não aceita que o indiano seja “rebaixado à posição do cafre selvagem”.

Sendo que “cafre” era um termo ofensivo utilizado pelos colonizadores britânicos para se referir aos negros africanos.

Segundo Losurdo, a partir desse ponto é possível compreender a atitude do líder indiano em relação à Primeira Guerra. A evidência de que os indianos pertenciam ao tronco indo-europeu e ariano, em última análise, à raça branca, seria “demonstrada nos campos de batalha”.

Gandhi escreve em uma carta ao vice-rei, após manifestar a disponibilidade do seu povo para produzir o máximo esforço bélico pelo Império Britânico:

Com esse comportamento, a Índia tornar-se-á o parceiro mais favorecido no Império e as distinções raciais [contra os indianos] serão coisas do passado.

Ou seja, diz o autor, “a condenação do princípio da violência diz respeito somente à relação entre o povo indiano e o Império Britânico”.

Felizmente, mais tarde, Gandhi rejeitaria essas ideias.

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