quinta-feira, 25 de abril de 2013

MEC ajuda a criar gigantes privados da educação

“Fusão cria grupo gigante de educação” anuncia a matéria de Beth Koike, publicada pelo jornal Valor, em 23/04. Trata-se da união entre Anhanguera e Kroton, duas grandes empresas privadas do ramo.

As duas companhias juntas são avaliadas em cerca de R$ 12 bilhões - cifra que representa o dobro da segunda colocada, a chinesa New Oriental. É o maior negócio do setor no mundo, com “faturamento anual de R$ 4,3 bilhões e 1 milhão de alunos”, diz a matéria.

No mesmo dia, o Estadão destacava: “Só 7% dos alunos de escola pública entraram na USP” no último vestibular. Com isso, o percentual total de alunos vindos da rede pública na USP representa 28,5%. Mas o País tem 85% dos estudantes de ensino médio em escolas públicas.

A pró-reitora de Graduação da USP, Telma Zorn, acha que as causas podem ser várias, mas “o ProUni não pode ser desvinculado". Para ela, o aumento das bolsas federais em faculdades privadas afastaria o estudante de escola pública do vestibular da Fuvest.

Voltando à recém-criada “gigante da educação”, destaquemos um depoimento de Rodrigo Galindo, atual presidente da Kroton. De acordo com Marcela Ayres, do Portal “Exame”, Galindo afirma que seu grupo é o “maior parceiro do Ministério da Educação, com 120 mil alunos” financiados por dinheiro público.

Ou seja, para o governo Dilma não basta ajudar os grupos privados da saúde. Também precisa favorecer a educação empresarial. As verbas que faltam na escola pública ajudam a financiar a mercantilização do ensino brasileiro por imensos monopólios privados. Parabéns, MEC!

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