quinta-feira, 4 de abril de 2013

O que atrai as moscas petistas

As presenças de Marco Feliciano (PSC-SP) na Comissão de Direitos Humanos e de Blairo Maggi (PR-MT) na Comissão de Meio-Ambiente no Congresso Nacional causam indignação. Mas são justificadas pelo governo para garantir suas maiorias parlamentares. São os petistas tentando manter seu controle sobre os aparelhos de Estado.

Alguns dos que defendem essa conduta, costumam se basear numa vaga e distorcida leitura da obra de Antônio Gramsci. Seria a “guerra de posição” defendida pelo revolucionário marxista italiano. No entanto, Gramsci também defendia a necessidade da “guerra de movimento”. Aquela que deve evoluir da conquista de posições para a destruição do Estado burguês.  

Um trecho da própria obra de Gramsci esclarece melhor. No artigo “A intransigência de classe e a história italiana”, de 1918, ele diz:

O Proletariado só pode reconhecer no Estado, conjunto da classe burguesa, o seu direto antagonista. Não pode entrar em concorrência para a conquista do Estado, nem direta nem indiretamente, sem se suicidar, sem se desnaturar e transformar em puro setor político, fora da atividade histórica do proletariado, e se transformar num enxame de moscas de cavalariça em busca dos doces a que se agarrar, morrendo ingloriosamente.

O que vem acontecendo no Congresso Nacional realmente transformou o governo petista e seus aliados em moscas. Mas não são exatamente doces as massas pastosas e fedorentas que os vêm atraindo.

Leia também: A subordinação petista ao grande capital

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