terça-feira, 3 de junho de 2014

Dilma e seus ingratos favoritos

“As razões do mau humor no voto empresarial”. Com este título, Letícia Casado publicou matéria no jornal Valor, em 29/05. Ela ouviu 20 executivos sobre a sucessão presidencial, nos últimos dois meses. Na condição de anônimos, falaram empresários de São Paulo, Rio, Paraná, Ceará e Pernambuco, representando 15 ramos econômicos importantes.

A reportagem constatou um grande “azedume” em relação a Dilma. O presidente de uma grande seguradora, por exemplo, diz que o setor não quer sua reeleição. Outro que se queixou muito foi um executivo de uma montadora de automóveis.

O primeiro não deveria reclamar. O setor de seguros cresceu 16,6%, em 2013. Muito mais que qualquer outro e graças ao mercado de previdência privada, que vem sendo ampliado pelos governos desde a época do tucanato. Já o segundo, é do setor mais beneficiado pelas isenções fiscais promovidas pelo governo federal.

Muitos elogiaram Lula, dizendo que ele “se assessorava melhor do que Dilma”. Citam Henrique Meirelles entre os exemplos da época do ex-presidente. Disseram que os atuais auxiliares da presidenta não têm “experiência de mercado”. “Tem que ter um banqueiro na Fazenda”, afirmou um deles.

Por fim, o presidente de uma empresa de vestuário declarou não votar no PT por causa do Bolsa Família. Sua empresa atua no interior do Nordeste e estaria com dificuldades para contratar por causa do programa.

Estamos falando de grandes representantes do chamado “capital produtivo”. Setor que vem sendo priorizado pelos governos petistas. É muita ingratidão! Só não são mais ingratos com o PT do que vêm sendo com os tucanos, que também nunca deixaram de lhes dar uma bela mãozinha.

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