6 de dezembro de 2017

A revolução como catástrofe redentora

O  site Taxmax publicou ”Catástrofes ou uma desigualdade colossal. Faça a sua escolha”, de James C. Scott. O artigo comenta o recém-lançado livro “The Great Leveller”, de Walter Scheidel.

Trata-se de mais um estudo a mostrar que diminuições significativas das desigualdades sociais só ocorrem como consequência de catástrofes. Mas, até agora, isso parecia valer apenas para o capitalismo, com suas inéditas guerras mundiais.

Já o levantamento de Scheidel, teria concluído que o crescimento da desigualdade remonta ao nascimento da agricultura e, portanto, “da propriedade fundiária”, diz o artigo.

Os momentos de maior nivelamento social não seriam resultado de políticas de redistribuição de riqueza e oportunidades, mas “consequência de desastres sociais e econômicos imprevistos”.

Além disso, junto com a propriedade da terra, a formação de estados seria outro elemento “original dessa dinâmica”. Desse modo, o “colapso do estado” seria mais um desses eventos catastróficos de equalização social.

Segundo Scott, o autor também afirma que:    

As “revoluções transformadoras” são o único tipo de evento de nivelamento em que a ação humana deliberada é, pelo menos em princípio, envolvida na tentativa de aumentar a igualdade econômica, mas, mesmo aqui, Scheidel insiste que é apenas e especificamente a violência envolvida em tais revoluções que causa o nivelamento.

O estudo parece confirmar o que Engels concluiu em “A Origem da Família da Propriedade Privada e do Estado”, de 1884. Com uma diferença importante.

Para os marxistas (e anarquistas), o fim do Estado pela ação humana deliberada, ou seja, mediante “revoluções transformadoras”, longe de ser uma “catástrofe”, poderia finalmente colocar fim à calamidade da injustiça social, que castiga a humanidade há milênios.

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