quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Vida longa e próspera, rumo ao colapso?

"Nunca na história da humanidade houve uma redução tão grande da pobreza”, diz o artigo de José Eustáquio Diniz Alves, professor Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE, publicado na EcoDebate, em 27/11.

Alguns números: “a extrema pobreza caiu de 94% do total populacional, em 1820, para 10% em 2015”. “Fato extraordinário”, diz o autor, com razão.

Mais dados extraordinários: “A esperança de vida ao nascer da população mundial estava abaixo de 30 anos no século XIX, chegou a 34,1 anos em 1913 e saltou para 71,4 anos em 2015”.

Mas, claro, as desigualdades não só continuam como aumentaram:

No século XIX, a esperança de vida ao nascer na África estava em torno de 26 anos e da Europa em 35 anos. Em 2015, a esperança de vida ao nascer da África passou para 60 anos e da Europa chegou a 80,6 anos.

Além disso:

Enquanto as populações humanas, umas bem mais do que as outras, tiveram inquestionáveis ganhos, o meio ambiente só teve perdas e danos. Houve degradação dos solos, acidificação dos oceanos, perda de biodiversidade, aumento da emissão de gases de efeito estufa e eutrofização, que é o processo através do qual um corpo de água adquire níveis altos de nutrientes (fosfatos e nitratos), provocando o acúmulo de matéria orgânica em decomposição. O sucesso humano está ocorrendo paralelamente à 6ª extinção em massa das espécies e à aniquilação biológica.

Daí, o autor concluir:

Se o rumo do desenvolvimento da economia internacional não for alterado, o colapso ambiental pode trazer grande sofrimento para a humanidade, reverter conquistas recentes e gerar um colapso civilizacional.

Pois é...

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