sexta-feira, 8 de março de 2013

A crueldade machista na lavoura e na guerra

Esther Vivas escreveu “Mulheres de milho” em setembro de 2011. O blog “Ecossocialismo ou Barbárie” republicou recentemente esse bonito texto, que revela:

Nos países do Sul do Mundo, as mulheres são as principais produtoras de alimentos, responsáveis por trabalhar a terra, salvaguardar as sementes, coletar frutas, obter água. Entre 60 a 80% da produção de alimentos nesses países é feita pelas mulheres, e mundialmente em torno de 50%.

Elas são as principais produtoras de culturas como arroz, trigo e milho, que compõem a cesta-básica da maior parte dos pobres do Sul. Apesar disso, diz Esther, as mulheres “são, juntamente com as crianças, as pessoas mais afetadas pela fome”.

Enquanto isso no Norte do planeta, algumas mulheres dedicam-se ao ofício mortal das guerras. Mais especificamente, nas tropas estadunidenses. Mas, apesar de integrarem as poderosas e sanguinárias forças imperialistas, elas também são vítimas delas. E não se trata de mortes em batalha.

É o que denuncia a reportagem “Violência sexual causa trauma em veteranas do exército dos EUA e as leva a viver nas ruas”. Escrita por Patricia Leigh Brown e publicada no portal Uol, em 04/03, a matéria revela que “53% das veteranas sem teto tinham algum tipo de trauma sexual militar”. Ou seja, foram violentadas nos quartéis. Diz ainda que muitas delas “entraram para as forças armadas para fugir dos conflitos e abusos familiares”.

Isso mostra o alcance da crueldade machista. Mas será por sua presença na luta de classes que as mulheres abrirão caminho para a liberdade. Apesar dos muitos machistas com que dividem as trincheiras nessa luta.

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