terça-feira, 21 de maio de 2013

O capitalismo é viciado em guerras

Há uma polêmica entre os marxistas sobre o papel dos gastos armamentistas na economia capitalista. Principalmente, quanto a seu papel na redução da tendência de queda na taxa de lucro enfrentada pelo sistema.

Mas a quantidade de guerras por que vem passando o planeta desde a consolidação do capitalismo não deixa dúvidas. Investimentos bélicos são parte integrante de sua economia. E um recente artigo publicado no Valor aborda isso de maneira muito clara.

Trata-se do texto de Sergio Lamucci, publicado em 20/05, sob o título “Economia dos EUA sofre com corte de gastos militares”. Segundo o autor, a queda de gastos com armamentos estaria causando “um impacto negativo sobre o crescimento da economia, tendência que deve se manter ao longo dos próximos anos”.

Os cortes nesse tipo de despesa seriam causados, principalmente, pela retirada das tropas americanas do Iraque e a possível saída do Afeganistão em 2014. O artigo diz que a redução pode retirar 0,3% da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e mais 0,3% no ano que vem.

Lamucci lembra que os “gastos federais com defesa subiram com força entre 2001 e 2010”, após os atentados de 11 de setembro. Em 2000, elas representavam cerca de 3,7% do PIB, chegaram aos 5,7% em 2010 e recuaram para 4,8% no primeiro trimestre deste ano.

Como se vê, o caso americano comprova uma espécie de dependência química do capitalismo em relação às armas. Vício que alimenta as corporações da guerra, mas faz vítimas entre os povos do mundo todo, incluindo as próprias tropas imperialistas.

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