quinta-feira, 9 de maio de 2013

Os ataques petistas aos povos da floresta

Chico Mendes foi fundador do PT. Também ajudou a criar a "União dos Povos da Floresta", para organizar indígenas, seringueiros, castanheiros, pequenos pescadores, quilombolas e populações ribeirinhas.

30 anos depois, os petistas completam uma década no governo federal e uma das maiores vítimas de sua política desenvolvimentista selvagem são os índios, atropelados por um progresso que só interessa ao grande capital.

O mais recente ataque do governo foi a criação da Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública. Uma verdadeira militarização da questão das terras indígenas.

Felizmente, os indígenas vêm reagindo. Desde 2 de maio, ocupam o canteiro de obras da Usina de Belo Monte. São 150 índios apoiados pelos 4 mil trabalhadores da obra, que estão em greve. Eles exigem que todas as atuais e futuras construções de grandes hidrelétricas sejam suspensas até que suas comunidades sejam ouvidas.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República acusou os indígenas agirem como criminosos. A resposta veio na carta intitulada “O governo perdeu o juízo”, em que acusam: "O governo está ficando mais violento". Dizem que a área da ocupação foi militarizada, com presença de tropas armadas que "revistam as pessoas, a nossa comida, tiram fotos, intimidam e dão ordens", além de impedir a entrada de jornalistas, advogados e até parlamentares.

Enquanto isso, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, fez questão de tranquilizar os empresários da agricultura. Segundo matéria do Valor publicada em 08/05, o governo vai “pedir ao Ministério da Justiça a suspensão de estudos de demarcação de terras indígenas”. Demarcação garantida, só para o latifúndio.

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