terça-feira, 14 de maio de 2013

Os povos árabes sacrificados no altar imperialista

A guerra na Síria entra em seu terceiro ano. O conflito não só parece longe do fim, como ameaça se espalhar pela região. Do lado da ditadura Assad, xiitas da região, chineses e russos. Contra o regime sírio, Israel, Estados Unidos e Inglaterra. No meio, 70 mil mortos e centenas de milhares de feridos e desabrigados.  

É mais um capítulo na sangrenta história do Oriente Médio. Algo que já dura tanto tempo que temos a impressão de que faz parte do DNA dos povos da região. Mas não é verdade. Os verdadeiros responsáveis por toda essa tragédia têm pouco a ver com as tradições árabes. Tudo começou com o acordo Sykes-Picot, assinado em segredo pelos governos inglês e francês, em maio de 1916.

O objetivo era definir como essas potências dividiriam a região depois da Primeira Guerra. Terminado o conflito, Estados completamente artificiais foram formados, ignorando os interesses e características das populações envolvidas. A gradual descoberta de enormes jazidas de petróleo na região só piorou a situação.

Após a Segunda Guerra, os Estados Unidos assumiram a liderança da pilhagem das riquezas do Oriente Médio. Para isso, transformaram o Estado de Israel em feroz e belicoso representante de seus interesses. Nos anos 1960, as fronteiras impostas militarmente já não conseguiam conter as tensões acumuladas.

Desde então, a região atrai abutres de todos os lados para bicar a carne dos povos árabes. Mais recentemente, Rússia e China juntaram-se à carnificina. No berço das três maiores religiões monoteístas, muitos milhares de inocentes queimam no altar do petróleo. Sacrificados ao deus implacável do imperialismo.

Leia também: Intolerância religiosa e fanatismo neoliberal

Nenhum comentário:

Postar um comentário