sexta-feira, 2 de maio de 2014

1° de Maio, redução da jornada e emprego

O 1o de Maio é lembrado como Dia da Luta dos Trabalhadores desde que quatro operários de Chicago, Estados Unidos, foram executados. Seu crime, liderar greves e manifestações pela redução da jornada de trabalho.

A luta pela diminuição e fixação das horas trabalhadas sempre foi fundamental. Essas medidas proporcionam mais tempo para os trabalhadores descansarem, se educarem e, principalmente, organizarem suas lutas contra a exploração. Além disso, criam novos postos de trabalho.

Nas manifestações, sorteios e shows deste 1º de Maio, o movimento sindical pediu a redução da jornada de trabalho. Mas o governo que a maioria das grandes centrais sindicais apoia está na contramão dessa luta.

O governo Dilma estaria preparando uma Medida Provisória que permite aos empregados trabalharem até metade do tempo, recebendo pouco mais que meio salário. Do jeito que está, a proposta não tem nada a ver com redução da jornada. É apenas redução salarial e ampliação dos lucros empresariais.

Enquanto isso, o projeto de lei que diminui a carga horária dos trabalhadores sem redução salarial mofa no Congresso Nacional há 19 anos.

Por outro lado, a pesquisa ampliada do IBGE sobre emprego apresenta números preocupantes. Segundo os dados, estariam desempregadas apenas 4% das pessoas em idade de trabalhar. Mas destas, somente 57% estariam realmente empregadas. Há um grupo que não trabalha nem procura emprego que chegaria a 39%.

Corrigir a tabela do Imposto de Renda, reajustar o Bolsa Família e manter os reajustes do salário mínimo são medidas positivas. Mas são marginais à necessária luta para diminuir a enorme taxa de exploração de que desfruta o grande capital no Brasil.

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