quarta-feira, 23 de julho de 2014

Gaza: Davi e Golias, Sodoma e Gomorra

Conta a Bíblia que Golias era um filisteu de “dois metros e noventa centímetros de altura”. Com seu povo em guerra com Israel, o gigante desafiou os judeus a enviar um homem que o enfrentasse.

O adolescente e ainda mirrado Davi aceitou o desafio. Mas quando o filisteu atacou, o garoto usou uma atiradeira para atingir-lhe a testa com uma pedra. Caído e desacordado, Golias teve sua cabeça decepada pelo jovem.

Recentemente, esta fábula ganhou um sentido novo e curiosamente invertido. Em dezembro de 1987, no campo de refugiados de Jabaliyah, em Gaza, palestinos enfrentaram as forças militares israelenses com paus e pedras. O episódio ficou conhecido como Intifada.

Um dos significados dessa palavra árabe descreve um repentino despertar de um sonho ou da inconsciência. Desde então, também simboliza a resistência dos palestinos contra a invasão de suas terras por israelenses.

O Estado judeu está promovendo mais um massacre em Gaza. O gigante militar israelense não se detém diante de mulheres, crianças e homens desarmados. As pedras da Intifada nada podem contra uma chuva de mísseis.

A Bíblia diz que Deus destruiu Sodoma e Gomorra porque nas duas cidades não havia nem dez justos. Mas sugere que se houvesse ao menos um deles, todos os seus habitantes seriam poupados.

A destruição foi obra do “Senhor dos Exércitos”, a mais cruel manifestação do deus bíblico. Os que governam Israel se consideram seus seguidores. Mas são piores que ele. Nem mesmo lhes importa saber se há justos entre os moradores de Gaza.

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