segunda-feira, 14 de julho de 2014

Copa do Mundo: a democracia derrotada

O pior da Copa do Mundo não aconteceu dentro dos estádios. Enquanto a seleção brasileira apanhava mais uma vez no futebol, pelo menos 37 pessoas eram presas. Seu crime? Nenhum. Só a provável intenção de participar de manifestações contra a Copa, no dia seguinte, durante o jogo final do torneio.

Enquanto a Alemanha era campeã sobre a Argentina, cerca de 500 pessoas foram violenta e covardemente reprimidas por cerca de 1.000 policiais, no Rio de Janeiro. Seu crime? Tentar se manifestar. Antes disso, no começo de julho, a PM já havia prendido militantes e advogados, em São Paulo. Também acusados pelo crime de exercer seus direitos democráticos.

Todos esses atos autoritários e violentos estão amparados juridicamente pela Lei Geral da Copa. Legislação que viola a própria Constituição do País. Mas, politicamente, eles são de responsabilidade dos governos. Inclusive, e principalmente, o federal.

É como disse o delegado da Polícia Civil no Rio de Janeiro, Orlando Zaccone:

A Presidente Dilma é responsável não só pelas prisões dos manifestantes do Rio, como os de São Paulo e no restante do país. A estratégia de definir os ativistas no crime de quadrilha armada, associação criminosa, milícia, etc, foi definida em reunião do Ministro da Justiça com os Secretários Estaduais de Segurança.

Esta é mais uma prova de que os governos petistas bandearam de vez para o campo conservador. Muitos dos que se hoje são “autoridades” por sua participação em lutas passadas causam o luto democrático que estamos vivendo. Esperam o agradecimento penhorado das forças de direita. Talvez, sejam os próximos a sentir o peso de suas patas.

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