quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Deus e o diabo na terra da energia solar

No Ano Internacional da Luz, não é possível ignorar a abundância de energia oferecida pelo Sol.
 
Em seu livro “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”, Yuval Harari diz que a Terra recebe 3.766.800 exajoules de energia solar por ano. Um joule, diz ele, é uma unidade de energia mais ou menos equivalente ao que gastamos para erguer uma maçã pequena a um metro. Um exajoule é 1 quintilhão de joules. Pois bem, afirma o autor:
 
Todas as plantas do mundo capturam apenas por volta de 3 mil desses exajoules solares através da fotossíntese. Todas as atividades e indústrias humanas reunidas consomem cerca de 500 exajoules anualmente, o equivalente à quantidade de energia que a Terra recebe do Sol em apenas 90 minutos.

Apesar dessa abundância toda, nossa espécie insiste em priorizar as fontes de energia fósseis, poluentes, destruidoras e limitadas. Por quê? Pergunte às companhias petrolíferas e seus poderosos representantes nos governos em praticamente todo o planeta.
 
Para ficar no caso brasileiro, somos um dos poucos países no mundo que recebe mais de 3 mil horas de sol por ano. E na região Nordeste essa incidência é ainda maior.
 
Apesar disso, para falar apenas da energia elétrica, a capacidade instalada no Brasil, levando em conta todos os tipos de usinas, é superior a 130 gigawatts. Mas deste total, menos de 0,0008% é produzida com sistemas que transformam a luz solar em energia elétrica.
 
Além disso, o Plano Decenal de Energia brasileiro para 2015-2024 prevê que mais de 70% de todos os investimentos no setor serão em fontes fósseis.
 
Na terra do sol, manda o Diabo.

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