quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O comitê secreto que manda no País

“O Banco Central manteve a taxa básica de juros em 14,25% anuais”, avisam os jornais. A decisão foi tomada em 21/10 pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Como e por que decidiu assim cada um dos membros do órgão, ninguém sabe. As reuniões são secretas.

Não é lá muito agradável acompanhar as atividades das Câmaras de Deputados, Senado, Supremo Tribunal etc, mas suas sessões são transmitidas ao vivo e em cores. Por que o mesmo não pode acontecer em relação a oito pessoas que jamais foram eleitas e decidem os destinos da economia do País?

Uma das fontes de informação que o Copom utiliza, por exemplo, é o relatório Focus, que traz projeções econômicas de instituições do setor privado que ninguém sabe quais são. Mas, provavelmente, são as mesmas a quem interessa manter a especulação girando em alta velocidade, impulsionada por um dos juros mais altos do planeta.

Os efeitos nas contas públicas são desastrosos. Até agosto, o déficit do setor público chegou a R$ 339 bilhões. Mas deste total, R$ 338 bilhões são juros. O restante é a tal “gastança” do setor público, incluída a “lama da corrupção”.

As consequências para os mais pobres também são catastróficas. Em 12 meses, até junho, a dívida pública custou R$ 417 bilhões em juros. Por mês, são R$ 34,7 bilhões contra os R$ 25 bilhões gastos por ano com o Bolsa-Família.

Enquanto isso, cada elevação dos juros enriquece ainda mais as 20 mil famílias que possuem o grosso dos títulos da dívida pública. As mesmas que pagam as campanhas eleitorais daqueles que zelam pelos segredos do Copom.

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