quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A missão civilizacional do capitalismo

Bira
O presidente da França, François Hollande, acaba de lançar um plano emergencial contra o desemprego em seu país. A medida pretende qualificar 500 mil desempregados. O detalhe é que os inscritos no programa não entrarão no índice de desemprego no país. O “socialista” nega que haja alguma “manobra estatística na operação”.

No Brasil, a taxa de desemprego será a maior entre as grandes economias do mundo em 2016. Os dados fazem parte do recém-divulgado informe anual da Organização Internacional do Trabalho. Será nossa nada modesta contribuição para o total de 2,3 milhões de postos de trabalho perdidos no mundo, no período.

Por fim, um relatório apresentado em 18/01 pelo Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7 milhões de postos de trabalho até 2020. Deste total, 5 milhões ficarão desempregados devido a informatização, robotização e outras formas de substituição de trabalho vivo por trabalho morto.

Agora, juntemos a este quadro tão sombrio as conclusões de um recente estudo da organização não-governamental britânica Oxfam. O levantamento afirma que 1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes.

Esta minoria não é necessariamente proprietária dos meios de produção do planeta. Mas certamente controla pontos estratégicos das cadeias produtivas mundiais, com o valioso auxílio de uma pequena franja social formada por altos executivos e governantes em geral.

São eles os responsáveis por transformar a inovação tecnológica em geradora de desemprego e pobreza pelo mundo afora, ao invés de jornadas de trabalho bem menores, capazes de empregar muito mais gente.

Esta equação que não fecha resume a missão civilizacional do capitalismo. Levar a humanidade ao caos social.

Leia também: Desigualdade social aqui, lá e acolá

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