domingo, 17 de janeiro de 2016

Desigualdade social aqui, lá e acolá

...uma sociedade global cada vez mais próxima desses padrões antigos e medievais, e mais distantes daqueles atingidos pelos países mais desenvolvidos nos anos do pós-Guerra. Desde o início da era neoliberal, a riqueza acumula-se cada vez mais no topo, enquanto as maiorias empobrecem em termos relativos e até absolutos.

É assim que Antonio Luiz M. C. Costa, resume um relatório do banco Credit Suisse divulgado em outubro de 2015. O artigo publicado pela Carta Capital, em 05/01, diz que as 62 pessoas mais ricas possuem US$ 1,76 trilhões ou mais, tanto quanto 3,7 bilhões de seres humanos.

O estudo também chamou de “classe média global” às 664 milhões de pessoas que possuem riqueza líquida de 50 mil a 500 mil dólares. Logo acima delas, estariam 96 milhões, com 150 trilhões. As duas camadas juntas detêm 92% de todos os bens do mundo.

Enquanto isso, diz Costa, “os ultrarricos” cresceram de 81 mil em 2010 para 124 mil em 2015, representando 0,0026% dos “cidadãos do mundo”. Destes, 48% vivem nos Estados Unidos, 24% na Europa, 9% na China e Hong Kong e 1% no Brasil.

Por falar em Brasil, em 14/01, Marcos de Aguiar Villa-Bôas publicou na Carta Capital “Concentração de renda é maior do que se imaginava”. Segundo o artigo, dois estudos recentes revelaram que o Brasil continua a ser “um dos países mais desiguais do mundo”. E que “a grande concentração de renda observada hoje foi mantida durante o último século”.

Ou seja, se o lulismo fez uns remendos no varejo, no atacado continuamos praticamente na mesma e, agora, com forte tendência a piorar.

Leia também: A elite e seus masturbadores oficiais

3 comentários:

  1. Eu reproduzi este artigo no Diário Liberdade e no twitter alguém diz que não são 85, mas sim 62. Os números que a Oxfam divulgou hoje é 62.

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  2. Os números são do artigo do Antonio Luiz M. C. Costa. Mas vou corrigir.
    Valeu!

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    1. Acho que o relatório do banco Credit Suisse que diz 85, a Oxfam diz 62. Talvez seja estudos diferentes, em termos de metodologia. Vc leu esse artigo do Costa na revista impresa?

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