quinta-feira, 28 de abril de 2016

Para encerrar o ciclo zoopolítico, a anta

Concluindo o ciclo zoopolítico da semana, a anta. Afinal, ontem, 27/04, foi o Dia Mundial da Anta.

A injusta fama de burro do bicho seria motivada pelo fato de que, ao andar na mata, ele não desvia de sua trilha por nada, atropelando tudo e todos que estiverem no caminho.

Realmente, deste ponto de vista, o apelido é bastante adequado aos que não admitem ouvir qualquer contestação a suas convicções. Mesmo que estas não sejam mais do que um apanhado confuso de afirmações pescadas aqui e ali nos meios de comunicação e redes virtuais.

Alguém disse que na ditadura militar não havia corrupção! Então, não havia. A mídia afirma que a pena de morte diminui a criminalidade! Sim, com certeza. Há uma ditadura comunista vermelho-rubra ateia no País! Pura verdade. E a anta segue a picada, cabeça baixa e olhos no chão.

Esses indivíduos costumam ser, por exemplo, os que gritam a seus interlocutores que já não existe “direita e esquerda” na política. Mas essas mesmas pessoas ficam profundamente ofendidas se alguém insinua que suas posições podem ser de direita.

Como seu equivalente animal, não conseguem ouvir os que lhes proponham um caminho melhor que aquele que trilham. E se alguém entrar no caminho para avisar sobre problemas à frente, será pisoteado.

É assim que, muitas vezes, descobrem 
tarde demais que trotaram tanto para chegar apenas a uma picada sem fim.

Mas, as antas não são necessariamente irrecuperáveis. Lênin dizia que até o coração do camponês mais carola pode bater pela revolução. Haja leninismo pra enfrentar a fauna política dos dias atuais.

Leia também:
A vez da toupeira

2 comentários:

  1. Eu, como comentarista oficial e entusiasta do ciclo zoopolitico, não poderia deixar de fazer também meu último comentário no encerramento do ciclo. Acho que fechou bem, de forma divertida. Gostei.
    Estamos enfrentando o "final dos tempos" onde até quem foi de esquerda, não se considera de direita, e acha ainda que não existe mais esquerda e direita?!?! Esse era um patrimônio da direita entender que não exista mais esquerda nem direita. Os neo-pensadores fizeram a superação dialética do conceito de esquerda e direita. Apoiado em quem? Sei lá, na bíblia, talvez. Abraço. Parabéns.

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  2. Nada disso, Marião. Você é o comentarista oficial do blog, não só do ciclo recém-finado!
    Valeu mais este comentário e incentivo.
    Beijo

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