terça-feira, 20 de setembro de 2016

Bayer e Monsanto: mais veneno na sua mesa

A união Bayer/Monsanto está sendo considerada a maior da história, envolvendo 66 bilhões de dólares. Uma pechincha para o tamanho dos lucros que virão.

A operação dará à Bayer acesso a sementes de soja e trigo, incluindo as transgênicas. A Monsanto acrescentará à sua produção mais de 80 agrotóxicos. Para a grande maioria da população mundial estão reservados enormes prejuízos ambientais, incluindo sérios danos à saúde.

A “Coalizão contra os Perigos da Bayer”, de origem alemã, diz que o monopólio imposto ao mercado pela empresa paralisa as pesquisas de herbicidas há 25 anos. Como resultado, cada vez mais plantas se adaptam aos produtos da empresa e os agricultores precisam utilizar mais agrotóxicos, “com efeitos devastadores sobre a biodiversidade”.

Apesar disso, a Bayer tem reputação muito melhor que a Monsanto. Mas não deveria. Em 2001, por exemplo, a empresa precisou retirar o medicamento Lipobay do mercado mundial. A droga para tratamento de colesterol causou a morte de uma centena de pessoas.

No Brasil, temos muito com que nos preocupar. Como maiores consumidores mundiais de agrotóxicos, cada brasileiro ingere 5,2 quilos de veneno anuais, contra os 1,8 quilos por estadunidense.

Mas não é a primeira vez que as duas empresas se unem. Entre 1954 e 1967, elas formaram a Mobay Chemical Corporation. A principal missão da nova empresa foi fornecer ao Exército dos Estados Unidos o Agente Laranja. Utilizado na Guerra do Vietnã, o produto matou pelo menos 400 mil pessoas.

Mais do que nunca, faz sentido a pergunta que faz o documentário de Silvio Tendler, “O veneno está na mesa”: até quando vamos engolir isso?

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