quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brasil, exemplo de injustiça

Título de matéria publicada por Josias de Souza em seu blog: “OIT diz que a crise eleva o risco de perturbação social em 57 países e enaltece modelo do Brasil”. O texto destaca o relatório anual da agência da ONU:

O documento traz uma aferição do risco de perturbação social em 106 países. Compara a conjuntura de 2010 com a de 2011. E conclui que a falta de emprego, potencializada pelo que chama de “armadilha da austeridade”, elevou os riscos em 57 nações.

O documento também diz que, “as relações trabalhistas devem ser combinadas com medidas de proteção social”. Política que teria sido aplicada com êxito no Brasil e países como Índia, China e África do Sul. São os “emergentes” servindo de exemplo para o mundo. A pergunta que grita é “exemplo de quê?”. Talvez, de péssima distribuição de renda. Pelo menos, em nosso caso.

Os dados do último censo do IBGE foram divulgados em 27/04. Alguns deles dizem que mais de 70% dos trabalhadores brasileiros têm carteira assinada. Recorde histórico. Menos mal. Mas continua mal. Outros números mostram que cerca de 72% desse total ganham até 2 salários mínimos. E somente 9% recebem acima de R$ 3 mil ou 5 salários mínimos.

E estamos falando apenas de distribuição de renda salarial. Não entram nessa conta os dados relativos a propriedades e meios de produção. Em 2009, foi lançado o livro “Proprietários: Concentração e Continuidade”, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Seu principal dado: Apenas 6% dos brasileiros controlam todos os meios de produção de riqueza do país.

Já sabemos que tipo de exemplo a economia brasileira dá.

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