sexta-feira, 11 de maio de 2012

Extremista é o mercado

A grande mídia alerta. O extremismo político avança na Europa.

Na França, apesar da vitória do moderado François Hollande, a direita fascista obteve 18% dos votos. A Frente de Esquerda, de Mélenchon, conquistou 11%.

Na Grécia, as urnas rejeitaram os dois partidos que dominavam as eleições no país há décadas. O maior vencedor foi o Syriza, considerado de extrema esquerda, com quase 17% dos votos.

Foi o bastante para deixar as bolsas em estado de profunda depressão. Os investidores temem pela nova situação política. Mas não deveriam se preocupar tanto.

Hollande não disse que é contra a austeridade imposta pelos banqueiros. Só afirmou que não será necessariamente do jeito que eles querem. O líder do Syriza, Alexis Tsipras, já andou declarando que a saída da zona do euro prejudicaria o país.

Além disso, acaba de desistir da formação de um governo de esquerda: “Vou devolver o mandato confiado pelo presidente da República e vamos continuar a participar dos procedimentos previstos na Constituição” (Valor, 08/05).

O problema é que as forças de esquerda têm se limitado a ocupar as pontas de uma democracia dominada pelo mercado. Ao invés do extremismo de gabinetes, é preciso priorizar o radicalismo das lutas populares.

Enquanto isso não acontecer, o vencedor continuará a ser o extremismo do mercado. Aquele que não teme a direita fascista, como prova a tranquila convivência entre Hitler e empresas como Ford, IBM e Coca-Cola.

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