terça-feira, 14 de agosto de 2012

De Collor a Dilma, herança neoliberal segue firme

Há um massacre da grande mídia contra o funcionalismo em greve. Um dos argumentos usados é o número excessivo de servidores. Não é o que constata artigo de Carlos Eduardo Martins publicado no blog da Boitempo. Trata-se de “Hora de abandonar a herança maldita: O governo Dilma e as greves no Serviço Público”.

O texto cita recente estudo do Ipea que mostra a diminuição e precarização do emprego no setor público: “em 1993 havia 680 mil servidores ativos na administração federal e em 2002 apenas 550 mil”. Em 2010, o número subiu para 630 mil servidores. Abaixo dos níveis de 1992, quando os ataques de Collor inauguraram o neoliberalismo no País.

Ainda segundo Martins, os servidores continuam a representar uma pequena parcela “no conjunto do emprego da população brasileira: em 2003 correspondiam a apenas 2,5% dos trabalhadores e em 2010, a 2,2%”. Quanto ao volume salarial da administração pública federal, “em 2002 representou 5% do PIB, em 2010 apenas 4%”.

O texto acaba por concluir que o governo do PT precisa derrubar:

...o muro da Guerra Fria que preserva as oligarquias e impede o estabelecimento de políticas que ultrapassem o combate à extrema pobreza e atendam às demandas de formação massiva de um proletariado qualificado.

Na verdade, não há uma guerra fria. Há ataques cada vez mais quentes por parte da burguesia contra as lutas dos trabalhadores. É a herança maldita que vem de Collor e FCH, à qual se juntou aquela deixada por Lula e foi aceita por Dilma.

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