quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Felicidade não se vende. Privatiza-se

O número de queixas sobre planos de saúde dobrou em um ano, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Recentemente, operadoras de celular foram proibidas de vender novas linhas.

As empresas telefônicas punidas controlam 70% do mercado. Os planos de saúde atendem uma minoria, mas movimentam mais dinheiro que o SUS, voltado para a grande maioria. Ou seja, o “Estado ineficiente” foi substituído por monopólios privados estelionatários. Tudo graças às privatizações tucanas.

Apesar disso, o governo petista anuncia um plano de concessões de rodovias e ferrovias de R$ 133 bilhões. Na cerimônia de lançamento, Dilma disse que “o governo continuará induzindo o desenvolvimento do país, com a busca da melhoria da infraestrutura, para reduzir o chamado custo Brasil e tornar a economia mais competitiva”. FHC assinaria embaixo.

Aos servidores federais em greve, Dilma diz que não tem alguns bilhões para reajustar salários. Ignora o fato de que grande parte desses trabalhadores vem apoiando governos petistas há mais de uma década. Afinal, muito mais importante é o apoio do empresariado. 

Eike Batista chamou o programa de “kit felicidade” para empresários. É que o governo vai construir e vender ao setor privado com promessa de uma certa demanda. Se esta não vier “o governo paga a diferença", disse o ministro dos Transportes, Paulo Passos.

Qual é o problema? O povão já não está acostumado com as filas do SUS? E daí se elas vão dar nos cemitérios? Chamada a 25 centavos é uma pechincha. Ainda quer que a ligação não caia? Não sejamos mesquinhos. Dinheiro não compra felicidade. Manda privatizar.

2 comentários:

  1. Muito Bom, Sergio! Mais que os pacotinhos anteriores, esse pacotão dos transportes deixa claro que política econômica anti-cíclica é cada vez mais diretamente acumulação de riqueza sob a forma de transferência do Estado capitalista para o capital privado. E aos trabalhadores migalhas para continuarem existindo como classe produtora. Afinal , tudo se reduz a mercadorias que precisam circular, senão...

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    1. Isso aí, Julião. E olha que a crise nem bateu forte aqui ainda. Bração, camarada!

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