sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Governo prepara lei antigreve para setor público

As greves dos servidores públicos começam a se encerrar com saldo vitorioso. Antes das paralisações, o governo queria emendar o terceiro ano sem reajustes gerais para o funcionalismo. Durante a greve, a intolerância governamental reinou. No fim, foi obrigado a conceder reajustes salariais, ainda que tímidos.

Mais importante foi a demonstração de unidade e organização dos servidores públicos. É por isso que o governo prepara sua ofensiva. “Governo prepara lei de greve para setor público”, diz o título da reportagem de Fernando Exman, publicada pelo Valor, em 28/08. Não é bem assim. O objetivo maior é inviabilizar as paralisações do funcionalismo.

É o que podemos deduzir de notícia publicada no portal Terra no mesmo dia. A nota diz que a ministra Ideli Salvati considerou que a onda de greves foi marcada por "excessos e situações inadmissíveis para o bem-estar, a segurança da população e a prestação do serviço público".

Ideli inverte as coisas. O serviço público brasileiro realmente causa "situações inadmissíveis” e comete "excessos" contra a população. Mas isso acontece todos os dias, há décadas. E se não fossem as lutas dos servidores, a situação estaria bem pior. Foi assim sob a ditadura e sob os governos Sarney, Collor, Itamar e FHC. Está sendo assim sob os governos petistas.

As privatizações diminuíram muito nos últimos anos. Já o ritmo de destruição dos serviços essenciais permanece o mesmo. Prepara uma nova onda de entrega do setor para o mercado, disfarçada na forma de parcerias. É para enfrentar esse projeto que o funcionalismo deve se organizar. Nessa luta, a greve é o instrumento mais importante.

Um comentário:

  1. Eu fico a perguntar, se a mídia fechou com o governo sobre as greves, por compatibilidade ideologica ou por causa disso aqui: http://ousarlutar.blogspot.com.br/2012/09/governo-dilma-injeta-milhoes-nas.html (Sorria você está sendo duplamente manipulado: Governo Dilma injeta milhões nas organizações Globo).

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