terça-feira, 10 de setembro de 2013

Crise mundial: festa mixuruca, ressaca das bravas

Nos últimos dias, o Valor publicou vários artigos sobre a situação da economia mundial. Nenhum deles muito animador. O mais abrangente é “Marcas de uma crise global”, de Sergio Lamucci, lembrando os cinco anos da quebra do banco Lehman Brothers, ocorrida em setembro de 2008.

Meia década depois, o desemprego segue elevado nos Estados Unidos: são 2 milhões de postos de trabalho a menos do que no começo de 2008. E ainda é preciso criar “entre 7 milhões e 7,5 milhões de vagas para o país voltar ao pleno emprego”.

Ao mesmo tempo, diz Lamucci, “o poder de Wall Street, se não é tão forte como antes do colapso do Lehman, permanece grande o suficiente para impedir a aprovação e aplicação de leis mais rigorosas” contra a especulação financeira.

Mas não é só lá. O artigo “Europa busca o renascimento”, de Assis Moreira diz que o setor bancário europeu equivale a três vezes e meia o PIB da região. No Japão e Canadá, representa duas vezes o tamanho das respectivas economias.

No artigo “FMI faz meia-volta e rebaixa perspectiva dos emergentes”, Chris Giles diz:

O FMI prevê que o crescimento mundial seguirá fraco, com os efeitos da recuperação nos Estados Unidos, Europa e Japão sendo neutralizados pela significativa deterioração das perspectivas de muitas economias emergentes.

Por fim, em “O fim da festa nos emergentes”, Ricardo Hausmann avisa que a mesma dinâmica que fez a farra dos PIB gordos de emergentes como Brasil, China, Índia e Rússia “vai operar no sentido oposto”.

Ou seja, a festa nem foi tão boa, mas a ressaca deve ser das bravas.

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