segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O nosso otimismo e o pessimismo deles

Vários artigos e notícias publicados pela grande imprensa nos últimos dias de 2013 pintavam um cenário econômico nada animador para este ano. Há o temor de uma volta da crise das dívidas públicas na Europa, por exemplo.

O crescimento econômico dos chamados países “emergentes” dá sinais de que começa a estagnar. A exceção chinesa não serve de consolo. Matéria do Globo, de 01/01 alerta: “China diz que governos locais devem quase US$ 3 trilhões”. Mas não é só isso.

Em 29/12, a Folha publicava “Rei do carvão é símbolo de problema chinês”. Trata-se de um magnata cuja mineradora está afogada em dívidas que chegam a R$ 10 bilhões e virou símbolo de um dos principais riscos que rondam a economia chinesa: a bolha de crédito no sistema financeiro paralelo.

Na entrada do ano, no entanto, surgiram notícias aparentemente mais positivas. Entre elas, o suposto vigor da recuperação da economia americana. Mas a imprensa mais especializada não vê motivos para muita comemoração.

Um cenário melhor pode levar ao corte da generosa derrama de dinheiro público na economia estadunidense. Com menos dólares no mercado, mais alto seu preço. E o preço do dinheiro é o juro. Altas taxas de juros nos Estados Unidos atraem de volta para lá os investimentos que foram para outras partes do mundo. O que se ganharia de um lado, se perderia do outro.

Ou seja, a própria imprensa capitalista está pessimista em relação à economia que tanto defende. As vítimas serão as de sempre: os explorados e oprimidos do mundo. Que saibamos responder com o otimismo de nossas lutas, como fizemos em 2013.

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