sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Propostas concretas para não apoiar Dilma

Segundo turno presidencial. Mais uma vez, petistas e tucanos disputam. Mais uma vez, o PT governou quatro anos para a direita, mas exige o apoio incondicional da esquerda para se reeleger e voltar a governar para a direita.

Aécio no governo seria pior que Dilma, com certeza. Mas isso não é suficiente para que apoiemos a candidatura petista. A não ser que o PT se comprometesse com algumas poucas e decisivas medidas. Por exemplo, adoção imediata de:

- Auditoria da dívida pública, com suspensão do pagamento de seus juros.
- Desapropriação de grandes propriedades que desobedeçam leis ambientais e trabalhistas.
- Desmilitarização da Polícia.
- Descriminalização das drogas e do aborto.
- Ampla legalização do casamento homoafetivo.
- Revisão da Lei da Anistia.

Certamente, os petistas nos diriam que medidas como estas atrapalhariam seu projeto. Afirmariam que a “diminuição da desigualdade social” e algumas outras “conquistas sociais” só foram possíveis por que medidas "radicais" como estas foram evitadas. Do contrário, a oposição de direita inviabilizaria “tudo o que foi conquistado”.

O argumento faz sentido. Mas lembra muito o que dizia a direita em relação ao Colégio Eleitoral e ao Plano Real, por exemplo. Foram momentos que marcaram a história do País. Provocaram pequenos e inegáveis avanços. Mas apenas para manter intacta uma das mais sociedades mais injustas do mundo.

Se a oposição de esquerda aceitar esta lógica, seria melhor abandonar suas organizações partidárias. Voltar a atuar no PT e integrar seus governos. Aderir ao conservadorismo secular que continua a governar o País, ainda que por meio de representantes por ele desprezados.

Leia também: Três candidaturas, os mesmos doadores, um só programa

Um comentário:

  1. Concordo plenamente, e ainda acho que as medidas apresentadas para um apoio são tímidas, mas mesmo assim acho que servem para demarcar um campo um pouco mais à esquerda.

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